Só quem não assistiu à luta surda – e às vezes nem tanto – entre Sarkozy e Villepin nos últimos anos da presidência Chirac é que pode pensar que o PSD é um caso de excepcional conflitualidade interna num partido de poder. O que me preocupa no PSD não é o confronto político em si: é constatar que há um grupo de pessoas que age como se as regras do leal confronto democrático não lhes fossem aplicáveis.
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sobre o autor
Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).





{ 6 comments }
O que me preocupa no PSD não é o confronto político em si: é constatar que há um grupo de pessoas que age como se as regras do leal confronto democrático não lhes fossem aplicáveis.
Precisamente !! Porque será que alguns apoiantes de PPC não querem (à força toda) aceitar MRS como candidato? Não terá MRS legitimidade (como outro militante qq) de ser candidato?
Ai Luís Luís,
essa mania de se fazer desentendido não o leva a lado nenhum. Bem sabe que este post não é sobre Marcelo. Mas respondendo à sua provocação: ninguém que eu conheça questiona a legitimidade de Marcelo Rebelo de Sousa se candidatar à liderança do PSD, bem pelo contrário.
Pela minha parte, acho óptimo que Marcelo não se queira candidatar em nome do grupo que quer manter o poder a todo o custo. Lamento que não se candidate em nome de um projecto pela positiva para o PSD.
ninguém que eu conheça questiona a legitimidade de Marcelo Rebelo de Sousa se candidatar à liderança do PSD, bem pelo contrário
Então porque há elementos de outras facções, que o atacam tanto? Porque estão tão nervosos tentando fazer com que ele não seja candidato?
Será que algum dia vai justificar alguma das suas insinuações que faz? Mostre-me lá os ataques de que fala. Quem é que está a tentar impedir o prof. Marcelo de se candidatar? Quem são os bandalhos? Nomes, nomes. Enquanto não os produzir, terei de considerar que o próprio Luís se especializou na crítica destrutiva que tanto diz rejeitar.
Nogueira Leite, por exemplo, ao comentar a entrevista que Paulo Rangel deu na RTP a Judite de Sousa, disse que as palavras do eurodeputado não foram de apoio a Marcelo Rebelo de Sousa, mas sim “anti-passos-coelho”.
Porque será que ANL quer “reduzir” a hipotética candidatura de MRS a uma candidatura “anti-passos-coelho”?
Caro Luís, excelente exemplo.
De facto, Nogueira Leite disse que as palavras do eurodeputado não foram de apoio a Marcelo Rebelo de Sousa, mas sim “anti-passos-coelho.” Mas daí não pode depreender que ANL quer “reduzir” a hipotética candidatura de MRS a uma candidatura “anti-passos-coelho”. Nogueira Leite criticou Rangel, não Marcelo: é só ler o seu primeiro parágrafo para perceber a incongruência do segundo.
Pelo contrário, quem mostrou querer “reduzir” a hipotética candidatura de MRS a uma candidatura “anti-passos-coelho” foi quem a lançou nesses precisos termos, ou seja, Paulo Rangel. O próprio Marcelo, aliás, veio a sublinhar isso mesmo dias depois, ao recusar ser transformado em candidato de facção. Porque não critica Marcelo pela análise que lhe parece inaceitável em Nogueira Leite, se ela é exactamente a mesma?
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