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	<title>Comentários em: Casamento gay: parlamento ou referendo?</title>
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		<title>Por: bossito</title>
		<link>http://vascocampilho.net/aparelho-de-estado/casamento-gay-parlamento-ou-referendo/comment-page-1/#comment-624</link>
		<dc:creator>bossito</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 09:14:24 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, vivemos em democracia. Por isso mesmo custa ver que tanta gente veja com bons olhos sujeitar os direitos de uns poucos à vontade de uma maioria, a quem esses direitos não afetam diretamente. Imagine que o direito de voto para as mulheres tinha sido decidido por referendo (aos homens), teria esse avanço democrático sido mais democrático? 

Além disso há vários assuntos que não podem ser referendados, e nem por isso deixamos de viver numa democracia, diz a lei do referendo: 

«1 - São excluídas do âmbito do referendo:

    a) As alterações à Constituição;
    b) As questões e os actos de conteúdo orçamental, tributário ou financeiro;
    c) As matérias previstas no artigo 161º da Constituição, sem prejuízo do disposto no número seguinte;
    d) As matérias previstas no artigo 164º da Constituição, com excepção do disposto na alínea i) sobre bases do sistema de ensino. 

2 - O disposto no número anterior não prejudica a submissão a referendo das questões de relevante interesse nacional que devam ser objecto de convenção internacional, nos termos da alínea i) do artigo 161.º da Constituição, excepto quando relativas à paz e à rectificação de fronteiras.»

Ou seja, não se podem referendar mesmo assuntos que dizem diretamente respeito a todos os portugueses. Quanto ao que deve ser referendado diz a lei que deve ser de &quot;relevante interesse nacional&quot;. Parece-me que esta questão tem relevante interesse, mas não interfere diretamente na vida da maioria das pessoas, pelo que o referendo além de pouco legítimo, não se justifica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, vivemos em democracia. Por isso mesmo custa ver que tanta gente veja com bons olhos sujeitar os direitos de uns poucos à vontade de uma maioria, a quem esses direitos não afetam diretamente. Imagine que o direito de voto para as mulheres tinha sido decidido por referendo (aos homens), teria esse avanço democrático sido mais democrático? </p>
<p>Além disso há vários assuntos que não podem ser referendados, e nem por isso deixamos de viver numa democracia, diz a lei do referendo: </p>
<p>«1 &#8211; São excluídas do âmbito do referendo:</p>
<p>    a) As alterações à Constituição;<br />
    b) As questões e os actos de conteúdo orçamental, tributário ou financeiro;<br />
    c) As matérias previstas no artigo 161º da Constituição, sem prejuízo do disposto no número seguinte;<br />
    d) As matérias previstas no artigo 164º da Constituição, com excepção do disposto na alínea i) sobre bases do sistema de ensino. </p>
<p>2 &#8211; O disposto no número anterior não prejudica a submissão a referendo das questões de relevante interesse nacional que devam ser objecto de convenção internacional, nos termos da alínea i) do artigo 161.º da Constituição, excepto quando relativas à paz e à rectificação de fronteiras.»</p>
<p>Ou seja, não se podem referendar mesmo assuntos que dizem diretamente respeito a todos os portugueses. Quanto ao que deve ser referendado diz a lei que deve ser de &#8220;relevante interesse nacional&#8221;. Parece-me que esta questão tem relevante interesse, mas não interfere diretamente na vida da maioria das pessoas, pelo que o referendo além de pouco legítimo, não se justifica.</p>
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