Arquivo de artigos sobre as eleições Política

La península Ibérica ya funciona, en muy buena medida, como un sistema integrado: dos estados, tres –o cuatro– naciones; una ciudad que quisiera ser el centro de todo, y otramucha gente que piensa en una península policéntrica.

¿Me está usted hablando de integración política? La historia de Portugal es más antigua que la historia de España; somos una nación milenaria con fronteras muy bien definidas desde el siglo XIII; tenemos una cultura propia, con una lengua propia, con una identidad muy fuerte. Pienso que hablar ahora de integración política es perder el tiempo.

Perdone, presidente, quizá me he expresado mal…

Creí entender…

Me refería a la tensión entre centro y periferia en todo el sistema peninsular.

Mire, la noción de periferia está muy alterada en el mundo actual. Portugal no es periferia. Lisboa no es periferia. Portugal tiene una estrecha relación con África, con América Latina, especialmente con Brasil, una de las grandes potencias económicas y políticas del futuro. Portugal mira a Asia. Por tanto, Portugal no es periferia. Portugal tiene su centralidad. Tenemos un gran vecino que es España, pero también nos consideramos vecinos de Francia y de Alemania. Y tenemos nuestra vocación atlántica, nuestra fuerte vocación por el Atlántico. Por tanto, creo que debe ser valorada la centralidad de Portugal.

Cavaco Silva na Vanguardia.

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(…) em democracia não há “ditadura das finanças”, em democracia não há governos de sábios, nem de técnicos, em democracia e num país soberano, não é saudável um comando exterior imposto, em democracia só há soluções que passam pelo convencimento dos cidadãos da sua bondade e que esse reconhecimento se traduza em votos. Pode ser preciso um abanão forte, para que nos defrontemos com a nossa verdadeira imagem no espelho e não com as ilusões que alimentamos, mas tudo continuará na mesma, ou seja, pior, se o caminho for qualquer entorse na democracia em nome da eficácia económica e financeira. É por isso que uma parte do discurso da catástrofe, com que, insisto, eu me identifico do ponto de vista analítico e mesmo nas soluções drásticas que a podem travar, me parece ser parte do problema, quando é enunciado sem ter em conta o problema democrático, de como resolvê-la em democracia, ou seja, nas urnas. (…) O discurso antipolíticos e anti-partidos, por muito justificado que pareça ser, e muitas vezes o é, não ajuda um átomo a resolver os mesmos problemas que esses pessimistas identificam, e, bem pelo contrário, ajuda a agravá-los. Em vez de fazerem escolhas realistas, mesmo que fossem de mal menor, acabam por sugerir que os problemas de condução económica e financeira não são do domínio do político em democracia, mas sim apenas do saber e da vontade. Não chega.

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Prenda de aniversário

28 de Fevereiro de 2010 | Política

O Insurgente fez cinco anos ontem. Parabéns! Aliás, muito bem conseguida a ideia dos testemunhos de vários blogueiros e comentadores sobre a efeméride que o blog publicou. Chamou-me a atenção especialmente o testemunho de Alberto Gonçalves, que revelou ter sido membro do “colectivo”, embora com um único post publicado. O cronista fez outra interessante revelação:

” frequentemente descubro aqui o tema para aquela crónica que falta”

Mas Alberto Gonçalves não se ficou pela afirmação, e decidiu prová-la logo no dia seguinte. Repare-se nesta passagem:

A menos que tivesse participado no conluio para despachar Manuela Moura Guedes, é irrelevante a informação de que a dra. Ferreira Leite conheceu mais cedo ou mais tarde o negócio da PT/TVI, não é? Pedro Passos Coelho acha que não e surgiu logo a lamentar o papel (?) da senhora no processo. A menos que tivesse sido a principal responsável pela actual situação económica, é pertinente a comparação que a dra. Ferreira Leite fez entre Portugal e a Grécia, não é? Pedro Passos Coelho acha que não e surgiu logo a explicar que os países não são comparáveis.

Esta passagem, ahem, mentirosa, não parece tiradinha de um post do Insurgente? Pois parece. Agora sabemos que é. Parabéns, Insurgente.

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(…) a presente complacência com os sucessivos sinais exteriores de autoritarismo representa uma perda de sensibilidade democrática, mais: é um memorando de modo como os princípios democráticos dos governados tantas vezes têm capitulado perante as circunstâncias.

Bruno Sena Martins, no Arrastão.

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A política não é isto

18 de Novembro de 2009 | Política

Estou – não estamos todos? – cada vez mais desgostoso com a política em Portugal. Mas não me posso esquecer – nenhum de nós pode – que a política não é isto. Não é apenas isto. Não é nem pode ser apenas o que vemos quando observamos o que se vai passando no Governo e nos partidos: a luta pura e dura, sem objectivos nem propósitos que não os que melhor parecem servir a cada momento a conquista do poder,  a sua conservação, e a exploração privada dos seus benefícios. Mas também não é nem pode ser aquilo a que a blogosfera muitas vezes a reduz: pura ideia, pura afirmação programática retirada de calhamaços e relambórios escritos por economistas e filósofos mortos.

A política democrática é, tem de ser, bem mais do que isto. Tem de ter luta pelo poder? Tem com certeza. Substrato ideológico? É indispensável. Mas tem de ter também uma ligação forte com a realidade social, tem de ter um propósito concreto a cada instante, tem de saber como quer aplicar o poder pelo qual luta para consubstanciar a orientação programática que a anima. É neste como que se encontra a especificidade do político. Enquanto não soubermos apreciar o que é a especificidade do político, não saberemos escolher lideranças políticas. E a falta que elas têm feito em Portugal.

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Quem se habituou a ler este blog sabe que eu não tenho por hábito comentar assuntos internos do PSD, nomeadamente assuntos relacionados com os órgãos a que pertenço – neste caso, a Comissão Política Distrital de Lisboa. Mas queria deixar aqui uma nota de particular apreço por uma decisão que tomámos ontem à noite, que foi a de aprovar por esmagadora maioria o nome da dr.ª Isabel Meirelles como candidata à Câmara Municipal de Oeiras.

Não estarei a violar o sigilo partidário ao admitir que o processo autárquico em Oeiras não foi fácil. O actual Presidente de Câmara foi militante do PSD muitos anos, e a sua candidatura contra o PSD em 2005 deixou feridas difíceis de sarar. No entanto, o PSD em Oeiras nunca se apagou perante o IOMAF, como outros partidos fizeram noutros concelhos em que antigos militantes seus protagonizaram candidaturas vitoriosas. Teve um bom resultado em 2005, e nunca perdeu de vista o objectivo que deve ser o seu:  retomar o património político que construiu desde 1986 em Oeiras, e que não pode ser nunca confundido com uma só pessoa.

A escolha da dr.ª Isabel Meirelles para candidata inscreve-se precisamente nesse propósito: oferecer aos oeirenses uma alternativa credível, confiável e renovada a uma liderança que teve as suas virtualidades mas que hoje se encontra esgotada. E essa alternativa não poderia nunca vir de outro lado que não o PSD: o PS apresenta um  sucedâneo mal sucedido da gestão de António Costa em Lisboa, um candidato sem quaisquer créditos fora da vida partidária, e sem particular ligação a Oeiras.

O PSD apresenta uma oeirense com horizontes rasgados, uma mulher com uma personalidade vincada e cativante, uma pessoa que soube afirmar-se na sociedade portuguesa pelo seu próprio valor. Por isso mesmo a dr.ª Isabel Meirelles é a candidata certa para iniciar em Oeiras um novo ciclo de desenvolvimento, que consolide a posição liderante  do concelho na Área Metropolitana de Lisboa, competindo a nível europeu e mundial com os mais avançados pólos de excelência económica, social e ambiental.

Estou convicto de que hoje, os oeirenses querem virar a página. O PSD tardou, mas soube fazer a escolha que lhes permitirá fazê-lo com segurança e confiança no futuro.

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