A Distrital de Lisboa acaba de propor Pedro Santana Lopes para candidato a Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Faz bem. Desde logo porque Santana está disponível para este combate, e não é com candidatos “sacrificados” que se ganham eleições (perguntem ao Fernando Negrão). Mas também porque Santana Lopes é de facto, arguably, o melhor candidato ao cargo. Tem experiência autárquica. Tem obra em Lisboa. E da única vez que se candidatou, ganhou.
É verdade que entretanto foi primeiro-ministro e a coisa, enfim, não lhe saiu bem. Mas derrotas nacionais não desqualificam ninguém como autarca – e como autarca Santana Lopes não foi derrotado. Mais: o PSD venceu a eleição seguinte, tanto na Figueira da Foz como em Lisboa. Coloca-se entretanto a questão: mas Santana Lopes não deixou Lisboa num estado calamitoso, assim à beira do abismo, completamente falida, a cair aos pedaços, suplicando uma intervenção da ONU? Claramente não.
No que diz respeito à vertente financeira, fiquei convencido disso quando, na Distrital de Lisboa, estudámos alternativas ao empréstimo sumptuário que António Costa queria para financiar dois anos de campanha eleitoral*. Eram os próprios números do plano PS-BE que deixavam claro que a situação financeira da CML não se agravou durante os 6 anos de gestão social-democrata. Se até eles o dizem, quem sou eu para duvidar?
Quanto à cidade em si, lembro apenas que foi com Santana Lopes que se deu o impulso político necessário à revitalização do centro urbano, condicionando o trânsito no Bairro Alto, lançando obras coercivas, renovando a rua da Madalena, etc. Já para não falar do Túnel do Marquês, tão massacrado antes, tão consensual agora…
Na próxima eleição os lisboetas escolherão o melhor projecto para a cidade, e a equipa mais capaz de o protagonizar. Não vai ser o legado de Santana Lopes que vai estar em discussão. Mas se a conversa for por aí, convém recordar que Santana Lopes tem um legado em Lisboa. Já os outros candidatos…
* Entretanto o empréstimo sem o qual a CML não poderia sobreviver foi chumbado pelo Tribunal de Contas. A CML ainda aí anda, e – supresa – metade das dívidas a fornecedores já foram pagas. So much for the catastrophe…
sobre o autor
Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).





{ 1 comment }
Haja dó a semelhante ode!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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