Senti-me estranhamente solidário com o percalço discursivo de Manuela Ferreira Leite na entrevista de ontem à noite. De facto, foi lamentável que a troca de galhardetes sobre a candidatura de Santana a Lisboa ocultasse a mensagem do partido sobre o Orçamento de Estado. E de facto, isto é o PSD no seu melhor. Contraditório? Talvez. Mas quem escolheu militar num partido livre, feito de mulheres e homens livres que se exprimem com liberdade, não pode deixar de se enternecer com esta contradição. Por vezes preferiria que certos companheiros meus usassem a sua liberdade de outra forma. Mas por favor, não deixem de a usar.
sobre o autor
Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).





{ 1 comment }
A liberdade, como qualquer outro valor, não deve ser entendido no sentido absoluto, poderá ceder face à ponderação dos interesse em colisão. Urge, porque o momento é de unir e não dividir, por travão à a esta governação.
Assim sendo, é sensato não comentar questões que de momento não são prioritárias para o país,muito menos para o partido.
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