#griots

10 de Dezembro de 2008 | Mundo

Em título aparece aquilo a que, em linguagem de tuíteiro, se chama um hashtag: uma palavra-marcador que permite definir tópicos de conversa no twitter. Essas conversas podem ser seguidas em tempo real aqui. Já desde a #anita que sabia que existiam hashtags, mas só hoje entrei num hashtag de dimensão internacional: o #griots (podem ver as minhas contribuições e as respostas que geraram aqui). Foi uma experiência edificante.

#griots é o marcador para a cobertura dos distúrbios que se estão a passar na Grécia. Quando soube pelo facebook de uma amiga grega que a morte do jovem teria sido acidental (um ricochete), decidi dar conta disso no twitter: primeiro em português, depois em inglês, aí já com hashtag e link para a fonte.

Em menos tempo do que me demorou a fazer refresh já tinha duas respostas que explicavam que essa informação era proveniente do advogado de defesa do polícia acusado. Mais um minuto e já me aconselhavam a não espalhar rumores. Uns segundos mais tarde alguém lembrou que essa informação estava por todo o lado na imprensa internacional – portanto não eram propriamente rumores. Eu próprio tuítei nesse sentido. Logo alguém troçou da credibilidade da BBC, lembrando a questão das armas de destruição maciça no Iraque. Pouco depois alguém opinava que o advogado de defesa devia era calar-se, porque estava a enfurecer mais os manifestantes. Enfim, todo um bruáá.

Mas um bruáa que permite rapidamente apanhar o pulso ao que se está a passar em torno desta questão. E à mentalidade dos intervenientes. Fiquei a saber, por exemplo, que informar que a bala que matou Alexandros Grigoropoulos seria ricochete é ofensivo para a família. Mas chamar assassinos aos polícias antes da condenação é normal. De qualquer maneira, o advogado de defesa é um corrupto sedento de fama e dinheiro.

Mas essa polarização da opinião, esse double-standard empregue por pessoas que estão a viver intensamente os acontecimentos, não me surpreendeu. O que me surpreendeu – e cativou, confesso – foi o potencial do instrumento hashtag para difundir informação, rumor, opinião, debate, através já não de uma rede ou de uma comunidade, mas de um universo difuso de pessoas que a um dado momento, se interessaram por um dado assunto, ou nele se encontram envolvidas. É um potencial que merece ser explorado em Portugal, nomeadamente no domínio da acção política. Mãos à obra.

sobre o autor

Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).

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{ 2 comments }

1 elizete 11 de Dezembro de 2008 , 14:57

pressiso decontato com aoguei do vasco tenho .umfilho muito bom ele joga bem .ecata ben japassou pelu atletico goianiense eoje ele apenas treina ten 20 anos epressisa desta oportunidade moramos en ouropro do oeste rondonia a q tudu emuito dificiu porisso vale apena tenta ele medi19o d autura ten boa saude. vomos .la ajume um abraso efelis natal atenciosamente elisete rosa.

2 Vasco Campilho 11 de Dezembro de 2008 , 20:10

Cara Elizete,

chamo-me Vasco e sou vascaíno, mas não tenho nada a ver com o Clube de Regatas Vasco da Gama. Ainda assim, se o seu filho quer jogar pelo Vasco, o melhor é contactar via o website oficial do clube: http://www.crvascodagama.com/ ou melhor ainda, através do formulário de contacto: http://www.crvascodagama.com/?display=CONTATO-1#ancora0

Boa sorte!

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