O drama: rapariga (1) ama rapaz (2) que ama rapariga (3) que ama homem (4) casado (5) e com filhos (6).
Qual a solução que optimiza o bem-estar de todos os participantes nesta cadeia amorosa?
Se ainda não viu Duplo Amor e quer ver (aconselho) não leia o resto do post.

Curiosamente, o desfecho do filme corresponde a um tipo de optimização da cadeia amorosa. Vejamos:
Homem casado (4) deixa mulher (5) e filhos (6) para ficar com rapariga (3) que deixa rapaz (2) livre de corresponder ao amor de rapariga (1). Filhos (6) consolam mulher abandonada (5). Qualquer outra solução deixaria sempre pelo menos uma pessoa desamparada. Estamos perante um claro caso de maximização da satisfação mínima (maximin). Ou como um melodrama pode ser uma lição de justiça distributiva.
sobre o autor
Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).






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