As receitas extraordinárias este ano já vão pelo menos em 541,5 milhões de euros: temos os 400 milhões pagos pela EDP pela transmissão de direitos de utilização do domínio hídrico. Temos os 141,5 milhões de dividendos forçados pagos pelas empresas públicas ao Estado. E ainda podemos vir a ter os 283 milhões pagos com a concessão das novas 10 barragens, o que elevaria as receitas extraordinárias a 824,5 milhões de euros. Ou seja, aproximadamente a 0,5% do PIB.
Relembro que este é o mesmo Governo que jurou solenemente que jamé recorreria a esse “truque contabilístico” que são as receitas extraordinárias. Por isso, na hora de anunciar o défice de 2008, já sabemos: é somar 0,5%.
sobre o autor
Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).






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