A blogosfera afecta à situação entrou ontem em histeria quando poderes ocultos desencantaram a lei orgânica 1/2005, que altera a Lei Eleitoral para o Parlamento Europeu. Então não é que o PSD que tanto critica o voto presencial para a Assembleia da República aprovou o voto presencial para o Parlamento Europeu? Ensaiaram-se ironias, encenaram-se indignações, rasgaram-se as vestes.
Sucede que neste caso, como em muitos outros, as meias-verdades são as maiores mentiras. O objectivo do projecto de lei que o PSD apresentou à época era alargar o direito de voto para o Parlamento Europeu aos emigrantes fora da Europa – não restringir o direito de voto dos emigrantes recenseados na UE pela via da obrigatoriedade do voto presencial. Só que, tendo sido considerado que uma alteração à lei eleitoral para o PE carecia de uma maioria de dois terços*, houve que negociar com… o PS. E o que é que o PS exigiu? Adivinhem lá… que em contrapartida do alargamento a todos os emigrantes do direito de voto para o PE, ficasse consagrada a obrigatoriedade do voto presencial. Está tudo relatado aqui.
Convenhamos que neste caso, os dois partidos primam pela coerência: o PSD, lutando pelo alargamento do direito de voto a todos os portugueses. O PS, na vanguarda da diasporafobia e da mistificação.
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* curiosamente, uma vez maioritário o PS passou a defender que bastava uma maioria simples para alterar a Lei Eleitoral da AR.
sobre o autor
Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).






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Verdade. Estou farto de escrever isso
http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/
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