…não há mais uns troquitos para se pagar o que se deve às empresas? Não tenho números actualizados, mas se em Maio falávamos de 3.000 milhões e entretanto o Governo disse que ia pagar 700 milhões, admitindo que isso já foi feito ainda faltam 2.300 milhões. Além de uma bem-vinda injecção de liquidez, seria uma indispensável reposição de justiça. Bem tem estado Pedro Passos Coelho, que não deixa cair o assunto, acrescentando ao que já havia dito que “o Governo devia abrir uma linha de crédito às autarquias para estas começarem a pagar dívidas”.
Num momento em que a liquidez dos agentes económicos que criam e mantêm empregos é a prioridade das prioridades, esta medida é de puro bom senso. Mais vale ajudar as câmaras a reestruturar a sua dívida do que deixar o tecido económico local fenecer por qualquer preconceito anti-autárquico. Porque linhas de crédito às empresas e baixas de IRC só tocam as empresas que estão bem. Pagamentos de dívidas do sector público tocam todas as empresas, e acudem em particular àquelas que o próprio Estado, por negligência, tem vindo a asfixiar.
sobre o autor
Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).





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