…já acabou. Prova disso foi o autocarro bem mais cheio do que o habitual – ou melhor, tão cheio como habitualmente – e o regresso dos diários gratuitos. Hoje, apanhei o Meia-Hora, o que me permitiu ler acertada prosa de José Pedro Aguiar-Branco.
No seu artigo, o vice-presidente do PSD mostra que não é por Portugal ser dos países com mais polícias que é dos países mais policiados; recorda os anúncios incumpridos de Sócrates no tocante à disponibilização de agentes para funções policiais, nomeadamente canalizando funcionários públicos em mobilidade para as funções de suporte às forças de segurança; e desmascara a chico-esperteza da alteração da lei das armas, gizada para mascarar as guerras intestino-ministeriais que corroem o Governo.
A conclusão, recordando o pedido de demissão do MAI, é que era dispensável: não seria melhor deixar esquecer esse infeliz momento de oposição do PSD? Todos sabemos que o trânsito de Rui Pereira do Tribunal Constitucional para o Governo emporcalhou as duas instituições. Já na sua inoperância, o ministro não se distingue da grande maioria dos seus colegas. Não se compreende por isso que seja o PSD a distingui-lo, de alguma forma poupando o Governo no seu todo às suas responsabilidades em matéria de política de segurança.
sobre o autor
Vasco Campilho tem 32 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico, Eleições 2009 (Público), Câmara de Comuns e Papa MyZena. Actualmente, escreve no 31 da Armada e no Aparelho de Estado (Expresso).






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