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Um equívoco frequente na coordenação de políticas económicas é pensar que todos os países envolvidos devem ter as mesmas políticas. Na actual conjuntura, é evidente que a política orçamental recomendada para a Alemanha é completamente diferente das recomendadas para Portugal e Grécia.

O Pedro Braz Teixeira tocou no ponto essencial do debate económico europeu: coordenação não quer dizer “todos a fazer a mesma coisa” mas sim “cada um a fazer a sua parte”. Infelizmente a consciência da necessidade de políticas orçamentais diferenciadas na Europa tem demorado a instalar-se nas mentes dos líderes políticos e económicos. Em 2009, o consenso era que todos os países tinham de ser solidários e estimular a economia, independentemente do seu perfil deficitário ou excedentário. Na altura cheguei a perguntar a André Sapir o seguinte: estando Portugal com uma situação orçamental tão degradada, não faria sentido sermos free-riders do estímulo europeu e aproveitar para consolidar a nossa situação orçamental? Que não podia ser, respondeu o economista, porque isso ia destabilizar o consenso europeu. Não durou muito a inverter-se o consenso europeu,  e agora estamos todos solidários nos cortes orçamentais independentemente das circunstâncias de cada um. Será preciso a Europa verificar na pele que esta política é tão errada e insustentável como a anterior para se dotar dos meios para uma verdadeira coordenação de políticas económicas?

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Entre as 18h30 e as 19h começará a transmissão da conferência sobre Avaliação das Medidas Anti-Crise, com abertura de Pedro Passos Coelho e intervenção de André Sapir, senior fellow do Bruegel Institute. Uma inciativa da Plataforma Construir Ideias.

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