O PSD teve mais presidentes de Câmara? Big deal. Tem menos votos e menos mandatos que o PS, e se continua à frente em número de presidências é porque ganhou mais câmaras pequenas. Não há duas interpretações possíveis dos números: o PSD perdeu as autárquicas.
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O PSD teve mais presidentes de Câmara? Big deal. Tem menos votos e menos mandatos que o PS, e se continua à frente em número de presidências é porque ganhou mais câmaras pequenas. Não há duas interpretações possíveis dos números: o PSD perdeu as autárquicas. [continuado…]
As legislativas já se acabaram. As autárquicas estão-se a acabar. E não há São João que nos traga um balão para continuar a brincar.
Inicio a minha participação no Aparelho de Estado a 3 dias das eleições autárquicas. Com esta derradeira ida às urnas, encerra-se um ciclo eleitoral particularmente intenso na vida nacional: assim de repente, não me lembro de outra ocasião com três eleições separadas em quatro meses. Os portugueses viveram estes tempos como se estivessem mergulhados num gigantesco prós-e-contras do qual não podiam escapar. Trocaram-se argumentos, lançaram-se farpas. Bateram-se palmas, agitaram-se bandeiras. Tal e qual como num prós-e-contras, tirando as bandeiras. E tal como num prós-e-contras, saímos destas campanhas tão ou tão pouco esclarecidos como entrámos.
Agora que nos preparamos para deixar a Casa do Artista para trás, convém retomar o sentido das proporções: o desemprego é mais importante que o Jornal da TVI; a dívida pública é mais preocupante que o Fernando Lima; o Estado tem de ter precedência sobre o Aparelho. Aos eleitos para o Parlamento Europeu e para a Assembleia da República, bem como aos futuros autarcas, o que se pede é que percebam isto, e que assumam plenamente a responsabilidade inerente aos seus mandatos: trabalhar para deixar o País melhor do que o encontraram quando foram eleitos.
4 de Outubro de 2009 | PSD
A uma semana de autárquicas, eu gostaria de ver o PSD mobilizado para ajudar os seus candidatos no terreno a vencer os desafios eleitorais que aceitaram em nome do partido. Mas pelos vistos, na direcção nacional do partido a preocupação não é já de fazer tudo o que pode nesse sentido, mas sim de começar a condicionar o debate interno que se abrirá depois das autárquicas. Não há outra forma de compreender notícias como as saídas no Expresso, com títulos tão sugestivos como “Manuela ganha tempo para travar Passos Coelho”, baseadas em confidências convenientemente anónimas sobre o estado de espírito de Ferreira Leite. Este é bem o estilo de política de que o PSD terá de se livrar no pós 11 de Outubro.


Faltam 10 dias para as eleições autárquicas em Lisboa. Alguém sabe onde páram estes senhores? Assim se vê a força do pê-ésse...

Na cidade de Lisboa, tanto o PPD/PSD como o CDS/PP obtiveram um assinalável crescimento nas legislativas de 2009. A 15 dias das eleições autárquicas, a soma dos dois principais partidos que compõem a coligação Lisboa com Sentido é de 40,3%, claramente à frente do Partido Socialista com 34,8%, e muito próxima do nível que permitiria alcançar a maioria absoluta na Câmara e na Assembleia Municipal. É certo que se trata de duas eleições diferentes. Mas não deixa de ser um indicador encorajante para a campanha que agora começa. Queremos devolver o sentido a Lisboa. Temos duas semanas para conquistar o direito de tentar.