Artigos do tema cml

Santana e Rangel

2 de Junho de 2010 | PSD

Estou para Santana nas presidenciais como estive para Rangel nas directas: fiz campanha para que fossem eleitos para a Câmara de Lisboa e  para o Parlamento Europeu, e agradeço que exerçam os seus mandatos até ao fim.

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Vão mas é roubar para a estrada.

14 de Janeiro de 2010 | Lisboa

Com que então a Câmara de Lisboa, que supostamente não tem dinheiro para mandar cantar um cego – ou pelo menos para calcetar decentemente o passeio em frente a minha casa – vai gastar perto de 3,5 milhões de euros com a Red Bull Air Race. Com que então a Câmara de Lisboa propõe-se pagar à Red Bull o dinheiro que faltar nos patrocínios. Com que então, além de mamar à cabeça com QUATRO VEZES MAIS DINHEIRO PÚBLICO do que recebia no Douro, a empresa organizadora da Red Bull Air Race ainda conseguiu sacar o exclusivo da publicidade na área da corrida à beira Tejo. Ficou finalmente claro quais eram as $melhores condições técnicas$ que levaram a corrida de aviões a deslocar-se para Sul. Radicam fundo nos nossos bolsos. E se fossem roubar para a estrada?

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Perguntei a Santana Lopes se chamaria a polícia caso os nossos bravos conseguissem ultrapassar as suas medidas de segurança e lhe viessem devolver a bandeira da CML previamente trocada under his watch. Respondeu que a receberia ele próprio em mão, ou a faria receber pelo Chefe da Polícia Municipal. Não sem fazer uma declaração pública de censura ao acto de guerrilha ideológica. Respeita a ousadia e o espírito revolucionário, mas não esquece o seu papel institucional e o respeito pelos símbolos.

 

Respect.

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Impagável

24 de Abril de 2009 | Lisboa

No final de 2007, António Costa rejeitou uma proposta do PSD que combinava a consolidação da dívida de curto prazo da CML com a reabilitação do património devoluto da Câmara Municipal. Depois, durante ano e meio, preparou laboriosamente uma alternativa – para a reabilitação, que a consolidação da dívida foi deitada às urtigas. Qual é então o plano? Fazer reabilitação à custa de mais dívida. De mais 120 milhões de euros de dívida. Este António Costa é – literalmente – impagável.

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A seis meses de eleições, António Costa quer reabilitar a sua fachada de autarca.  Endividando a CML em mais 120 milhões.

Quem colocou a reabilitação das zonas urbanas históricas e consolidadas de Lisboa na agenda política foi Santana Lopes, durante a sua campanha autárquica de 2001. Até aí, a coligação PS-CDU no poder tinha-se concentrado essencialmente em políticas de habitação orientadas para o realojamento em bairros sociais construídos de raiz.

Com os executivos do PSD em Lisboa, foram feitas intervenções de fundo em zonas históricas e de urbanização consolidada da cidade de Lisboa, nomeadamente condicionamento do tráfego no Bairro Alto, Alfama e Bica, reabilitação da Rua da Madalena, reabilitação da Rua de São Bento, inúmeras obras coercivas. Também nesse período, a reabilitação do edificado por iniciativa privada aumentou muito significativamente.

No período entre 2002 e 2007, o aumento do endividamento a fornecedores deveu-se à conjugação de aparecimento de dívidas não registadas em mandatos anteriores (Simtejo, ParqueExpo, Praça da Figueira) e à limitação legal do endividamento bancário das autarquias. Mas a situação patrimonial da Câmara Municipal de Lisboa permaneceu saudável, na medida em que as despesas da Câmara Municipal de Lisboa subiram abaixo da taxa de inflação, e foram sempre inferiores à receita.

António Costa prometeu rigor quando se candidatou à CML, mas o mega-empréstimo de 400 milhões que pediu para consolidar as dívidas a fornecedores foi chumbado pelo Tribunal de Contas por manifesta violação dos preceitos da Lei das Finanças Locais que o próprio António Costa elaborou enquanto Ministro da Administração Interna. Após este revés auto-infligido, a CML foi obrigada a recorrer ao factoring para refinanciar a dívida de curto prazo.

Aquando da discussão do mega-empréstimo, o PSD apresentou uma solução alternativa de refinanciamento da dívida de curto prazo, que passava por um empréstimo menor (140 milhões de euros) e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário participado pela CML e pelos seus maiores  credores na área da construção civil, promovendo simultaneamente a reabilitação de património devoluto da CML e a diminuição da dívida. António Costa rejeitou essa solução.

Tirando umas placas a propagandear a aprovação de projectos (!) António Costa nada fez na CML em matéria de reabilitação urbana. Tirando a venda de dívida à banca, António Costa nada fez na CML em matéria de consolidação e diminuição do passivo. Agora, a seis meses de eleições quer reabilitar a sua fachada de autarca com  um programa de reabilitação que endivida a CML em mais 120 milhões. Nunca se ouviu falar de campanha eleitoral tão cara.

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A seis meses de eleições, António Costa quer reabilitar a sua fachada de autarca.  Endividando a CML em mais 120 milhões.

Quem colocou a reabilitação das zonas urbanas históricas e consolidadas de Lisboa na agenda política foi Santana Lopes, durante a sua campanha autárquica de 2001. Até aí, a coligação PS-CDU no poder tinha-se concentrado essencialmente em políticas de habitação orientadas para o realojamento em bairros sociais construídos de raiz.

Com os executivos do PSD em Lisboa, foram feitas intervenções de fundo em zonas históricas e de urbanização consolidada da cidade de Lisboa, nomeadamente condicionamento do tráfego no Bairro Alto, Alfama e Bica, reabilitação da Rua da Madalena, reabilitação da Rua de São Bento, inúmeras obras coercivas. Também nesse período, a reabilitação do edificado por iniciativa privada aumentou muito significativamente.

No período entre 2002 e 2007, o aumento do endividamento a fornecedores deveu-se à conjugação de aparecimento de dívidas não registadas em mandatos anteriores (Simtejo, ParqueExpo, Praça da Figueira) e à limitação legal do endividamento bancário das autarquias. Mas a situação patrimonial da Câmara Municipal de Lisboa permaneceu saudável, na medida em que as despesas da Câmara Municipal de Lisboa subiram abaixo da taxa de inflação, e foram sempre inferiores à receita. [continuado…]

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