Estou para Santana nas presidenciais como estive para Rangel nas directas: fiz campanha para que fossem eleitos para a Câmara de Lisboa e para o Parlamento Europeu, e agradeço que exerçam os seus mandatos até ao fim.
14 de Janeiro de 2010 | Lisboa

Perguntei a Santana Lopes se chamaria a polícia caso os nossos bravos conseguissem ultrapassar as suas medidas de segurança e lhe viessem devolver a bandeira da CML previamente trocada under his watch. Respondeu que a receberia ele próprio em mão, ou a faria receber pelo Chefe da Polícia Municipal. Não sem fazer uma declaração pública de censura ao acto de guerrilha ideológica. Respeita a ousadia e o espírito revolucionário, mas não esquece o seu papel institucional e o respeito pelos símbolos.
Respect.
No final de 2007, António Costa rejeitou uma proposta do PSD que combinava a consolidação da dívida de curto prazo da CML com a reabilitação do património devoluto da Câmara Municipal. Depois, durante ano e meio, preparou laboriosamente uma alternativa – para a reabilitação, que a consolidação da dívida foi deitada às urtigas. Qual é então o plano? Fazer reabilitação à custa de mais dívida. De mais 120 milhões de euros de dívida. Este António Costa é – literalmente – impagável.
A seis meses de eleições, António Costa quer reabilitar a sua fachada de autarca. Endividando a CML em mais 120 milhões.

Quem colocou a reabilitação das zonas urbanas históricas e consolidadas de Lisboa na agenda política foi Santana Lopes, durante a sua campanha autárquica de 2001. Até aí, a coligação PS-CDU no poder tinha-se concentrado essencialmente em políticas de habitação orientadas para o realojamento em bairros sociais construídos de raiz.
Com os executivos do PSD em Lisboa, foram feitas intervenções de fundo em zonas históricas e de urbanização consolidada da cidade de Lisboa, nomeadamente condicionamento do tráfego no Bairro Alto, Alfama e Bica, reabilitação da Rua da Madalena, reabilitação da Rua de São Bento, inúmeras obras coercivas. Também nesse período, a reabilitação do edificado por iniciativa privada aumentou muito significativamente.
No período entre 2002 e 2007, o aumento do endividamento a fornecedores deveu-se à conjugação de aparecimento de dívidas não registadas em mandatos anteriores (Simtejo, ParqueExpo, Praça da Figueira) e à limitação legal do endividamento bancário das autarquias. Mas a situação patrimonial da Câmara Municipal de Lisboa permaneceu saudável, na medida em que as despesas da Câmara Municipal de Lisboa subiram abaixo da taxa de inflação, e foram sempre inferiores à receita. [continuado…]