Artigos do tema debate

Aqui ao lado.

22 de Abril de 2010 | 31 da Armada

Está interessante o debate entre o Tomás Belchior e o André Abrantes Amaral n'O Insurgente sobre círculos uninominais e representação proporcional. Um tema aparentemente estafado, mas que eles conseguiram rejuvenescer. A ler por ordem: 1, 2, 3, 4, e 5.

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Com um historial de três eleições directas, o PSD tem já uma experiência significativa relativamente aos efeitos da mais significativa alteração estatutária introduzida em 2006: é tempo de fazer um primeiro balanço da sua aplicação e a avançar para uma segunda geração de eleições directas. [continuado…]

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Marimbómetro

9 de Outubro de 2009 | 31 da Armada

O marimbismo tem dias: umas vezes acordo mais monárquico, outras mais republicano. Mas sempre pouquinho. Depois de assistir a este debate entre o Rodrigo Moita de Deus e o Tomás Vasques, vou-me deitar um bocadinho de nada mais monárquico. Sem desfazer do Rodrigo, foi a argumentação do Tomás que mais fez mexer o marimbómetro.

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A preocupação é outra

4 de Outubro de 2009 | PSD

A uma semana de autárquicas, eu gostaria de ver o PSD mobilizado para ajudar os seus candidatos no terreno a vencer os desafios eleitorais que aceitaram em nome do partido. Mas pelos vistos, na direcção nacional do partido a preocupação não é já de fazer tudo o que pode nesse sentido, mas sim de começar a condicionar o debate interno que se abrirá depois das autárquicas. Não há outra forma de compreender notícias como as saídas no Expresso, com títulos tão sugestivos como Manuela ganha tempo para travar Passos Coelho”, baseadas em confidências convenientemente anónimas sobre o estado de espírito de Ferreira Leite. Este é bem o estilo de política de que o PSD terá de se livrar no pós 11 de Outubro.

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Para além do debate entre o Rodrigo Moita de Deus e a Marta Rebelo ontem à noite, a TVI24 transmitiu também um debate entre os candidatos à Câmara Municipal de Oeiras. Isaltino de Morais esteve como de costume, mas mais: mais histriónico, mais condescendente, mais prepotente. Inovadora foi a defesa que esboçou do seu mandato: "Ah e tal aumentámos a execução orçamental em 70 milhões de euros." Mas onde foram parar os milhões? Ao prolongamento do SATU? Aos centros de saúde por construir? A inexistentes novos 10 000 lugares de estacionamento? Ao metro de superfície entre Algés e Alfragide? Ao Biopark, ao Parque dos Oceanos, à 2ª fase do Parque dos Poetas? Mistério.

 

Marcos Perestrello apresentou-se à imagem da escola socrática: tudo na forma, nada no conteúdo. Interessante notar que os projectos que anunciou para a CMO são todos competência da Administração Central: basta o PS perder as eleições legislativas para ficar sem programa. O seu momento mais feliz foi quando repudiou com veemência a abordagem de Isabel Meirelles aos problemas judiciais de Isaltino para retomar exactamente a mesma ideia mais à frente, não sem antes namorar o adversário. Sócrates deve ter ficado orgulhoso.

 

Isabel Meirelles, justamente. A novata. A advogada que nunca fez política, nunca se sentou num Parlamento, nunca afrontou a condescendência de senhores feudais no seu reduto. Notou-se que lhe faltava a ronha assassina que se recomenda para lidar com tais opositores. Mas não deixou de ser a única candidata que verdadeiramente incomodou Isaltino. E não foi só por ter reconhecido sem rebuço a imprudência que seria entregar Oeiras a um candidato pendente de recurso. Foi também porque soube falar da Oeiras real, aquela que não está em maquettes nem em animações 3D e que continua à espera que os benefícios de viver num concelho-modelo lhe batam à porta.

 

Também lá estiveram Francisco Silva e Amílcar Campos, do BE e da CDU respectivamente. Amílcar fez uma intervenção ponderada sobre transportes, e nada mais se reteve do que disse. Francisco explicou que era a única oposição a Isaltino, mas não teve arte para o demonstrar. Terá sido o fatinho sem gravata à la Novas Fronteiras? notava-se que não estava no seu habitat natural. Conselho: se não pode ir vestido à bloquista para a televisão, experimente uma camisa aberta à Moita de Deus. Pode ser marialva, mas tira as inibições.

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O pau e a cenoura

13 de Setembro de 2009 | 31 da Armada

Há quem ache mal que José Sócrates tenha despedido todos os seus ministros em directo no debate de ontem à noite. A mim pareceu-me uma jogada de mestre. Desmoralizou dúzia e meia de ministros com a paulada antecipada, mas galvanizou centenas de boys com a perspectiva de chegarem à cenoura. Agora é aturá-los até dia 27.

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