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O ministro Luís Campos e Cunha, que saiu do Governo em Julho de 2005, foi o responsável pela execução orçamental de 2006. São dados objectivos.
Em 2008, a economia portuguesa cresceu 1,7%, tal como previsto pelo Banco de Portugal em Abril. São dados objectivos.
Fazer de Vitalino Canas provoca crescimento nasal. São dados objectivos.
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Conhece este negócio? Não? Então troque pequena empresa por Estado Português, Banco da Cidade por Citigroup e acrescente uns zeros às quantias referidas, e passa a conhecer. Sim, este é o negócio “ruinoso” que Manuela Ferreira Leite executou em 2003. Um negócio que baixou o défice em 2%, garantiu que Portugal não perdesse fundos comunitários, e transformou em dinheiro dívidas que se estavam a arrastar nas Finanças há anos e anos.
E este negócio? Não conhece? Tem a certeza? Então troque família por Portugal, salários por receita fiscal, remessas dos primos por fundos comunitários e piscina por TGV. Vai ver que é um negócio “excepcionalmente” parecido com o que o Governo quer fazer a três meses de eleições.
Conclusão: mais vale ser arruinado por Ferreira Leite do que salvo da crise por Sócrates.
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As receitas extraordinárias este ano já vão pelo menos em 541,5 milhões de euros: temos os 400 milhões pagos pela EDP pela transmissão de direitos de utilização do domínio hídrico. Temos os 141,5 milhões de dividendos forçados pagos pelas empresas públicas ao Estado. E ainda podemos vir a ter os 283 milhões pagos com a concessão das novas 10 barragens, o que elevaria as receitas extraordinárias a 824,5 milhões de euros. Ou seja, aproximadamente a 0,5% do PIB.
Relembro que este é o mesmo Governo que jurou solenemente que jamé recorreria a esse “truque contabilístico” que são as receitas extraordinárias. Por isso, na hora de anunciar o défice de 2008, já sabemos: é somar 0,5%.
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Governo exige mais dividendos às empresas públicas
O Governo decidiu, na maior parte das entidades em que é accionista a 100 por cento, agravar o valor dos dividendos (parte do lucro entregue ao accionista) a distribuir em 2008, não aceitando as propostas que lhe tinham sido apresentadas pelas administrações e ganhando, desta forma, uma receita adicional de, pelo menos, 141,5 milhões de euros.
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Governo pode encaixar este ano receita extra de 283 milhões de euros
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