A noite eleitoral do Bloco de Esquerda é na Faculdade de Medicina Dentária.
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A noite eleitoral do Bloco de Esquerda é na Faculdade de Medicina Dentária.
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Exactamente três meses antes das eleições legislativas, escrevi isto no Expresso:
(...) Com José Sócrates, o PS evoluiu de partido-âncora da esquerda para partido-charneira entre uma esquerda radical em forte crescimento e um centro-direita de regresso ao seu nível eleitoral habitual. Essa mutação tornou possível o PS dominador de 2005, mas originou um desenraizamento eleitoral que se está a reflectir, já em 2009, numa considerável quebra do apoio popular aos socialistas. A posição de charneira teve também o efeito de transportar para dentro do partido as grandes clivagens do sistema político português, elevando em muito os riscos de cisão. O centro do sistema partidário português encontra-se portanto ocupado por um partido eleitoralmente enfraquecido, politicamente dividido e organicamente instável. Se porventura ele vier a ser de novo o partido mais votado, iniciar-se-á o ciclo político mais turbulento que Portugal conheceu desde a década de 70. Definitivamente, a governabilidade já não é atributo que o PS possa reivindicar para si.
Chegados ao último dia de campanha eleitoral, o que resta desta análise?
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Tenho que dar razão ao Daniel Oliveira: esta manchete do Expresso é ridícula. Sugerir que Louçã não pode investir em PPR's porque o Bloco de Esquerda é contra os benefícios fiscais em PPR's é mais ou menos como dizer que quem andou numa escola pública não pode defender a liberdade de ensino. Um argumento que nunca ocorreria a alguém do Bloco.
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Se esta viesse a ser a fotografia do eleitorado português a 27 de Setembro, teríamos quase de certeza o Bloco de Esquerda a um passo de participar no Governo pela mão de um Partido Socialista descaroçado dessocratizado para a ocasião. Mas reparem nas setinhas: PSD e CDS estão a subir, PS e BE estão a descer. Só mais um esforço. Juntos, conseguimos.
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O João Ribeiro é da ala esquerda do Câmara de Comuns, e é candidato à freguesia da Lapa. O Vítor Palmilha é da ala direita do Câmara de Comuns, e é candidato à freguesia de Alcântara.
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Se ganhar o PSD, haverá uma onda de mudança ou estimulará a união da esquerda? Se ganhar o PS, as pessoas irão colocar os ovos no mesmo cesto ou procurarão colocá-los noutro? Ninguém sabe. É que ninguém sabe mesmo. Foquemo-nos portanto em Lisboa.
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