O diagnóstico…
Le modèle économique de l’Europe du Sud – dont la France -, qui fait reposer la croissance sur la hausse de la dette publique, augmentée de la défaisance des dettes privées, est insoutenable. Mais sa conversion repose sur des conditions aujourd’hui non remplies telles que l’engagement des pays déficitaires dans des politiques d’ajustement crédibles à moyen terme – en lieu et place de l’accumulation anarchique de mesures d’économies et de sanctions exigées par Berlin – ou encore la coordination des politiques économiques, incluant un effort de soutien de la consommation des pays excédentaires couplé au désendettement de l’Europe du Sud. Faute de quoi l’ensemble du continent risque de basculer à nouveau dans la déflation et le chômage de masse.
…e a receita:
De même qu’il eût été possible de tuer dans l’oeuf le risque de défaut grec, les solutions à la crise européenne sont connues et à la portée des Européens : création d’un gouvernement économique et reconnaissance d’une solidarité budgétaire et fiscale ; relance du grand marché et mise en application de la stratégie de Lisbonne ; évolution de la politique économique vers plus de souplesse monétaire et de rigueur budgétaire ; coordination des programmes d’ajustement de l’Europe du Sud et de soutien à l’activité en Europe du Nord ; dévaluation de l’euro pour soutenir la compétitivité et relancer les exportations.
no Le Monde.
…e porque à boleia deste manifesto a discussão sobre o TGV regressou à praça pública, permitam-me que volte a sintetizar o meu pensamento sobre o assunto. Desta vez em lista numerada, para facilitar a leitura.
- Portugal tem interesse em entrar nas redes ferroviárias trans-europeias, prioritariamente por causa do transporte de mercadorias. O modo ferroviário de transporte baixa o custo médio das exportações e diversifica face ao modo rodoviário (sujeito a riscos de congestionamento, riscos de bloqueio, bem como ao risco político da taxação ecológica do atravessamento).
- As regiões mais exportadoras do País são simultaneamente as mais próximas da Europa transpirenaica. A ligação às redes transeuropeias deve portanto ser feita prioritariamente a Norte (Porto-Vigo e/ou Aveiro-Salamanca).
- Esta ligação não tem necessariamente de ser feita em alta velocidade (300 km/h). A velocidade elevada (200-250 km/h) chega perfeitamente. O que é fundamental é que esteja em bitola europeia, de modo a evitar rupturas de carga gravosas para a competitividade do modo ferroviário.
- Existe uma mega-região Lisboa-Corunha, política e economicamente dominada por Portugal. O seu desenvolvimento económico é fundamental para a viabilidade a longo prazo do país. Ora esta mega-região não está servida por uma infra-estrutura ferroviária eficaz: a linha Lisboa-Porto está velha e congestionada, a ligação Porto-Galiza é praticamente inexistente. Faz por isso sentido, quer do ponto de vista geoeconómico quer do ponto de vista geopolítico, investir numa ligação de alta velocidade entre os principais pólos da mega-região ibero-atlântica.
- O reforço da integração da mega-região ibero-atlântica deve ser assumido como um objectivo político nacional, e deve determinar a prioridade à ligação Lisboa-Corunha sobre a ligação Lisboa-Madrid, que liga duas mega-regiões diferentes, não assegura a auto-sustentabilidade financeira, e se integra no objectivo nacional espanhol de criar uma rede de transportes ibérica centralizada em Madrid.
- Em todo o caso, a situação económica do País no momento presente, nomeadamente o endividamento externo e o desequilíbrio da balança de pagamentos, deve levar a reflectir muitíssimo bem sobre a oportunidade de qualquer um dos investimentos acima referidos. No momento em que houver disponibilidade financeira para avançar com todo ou parte do programa, deve ser tomada em consideração a ordem de prioridades acima esquissada.
O Partido Socialista decidiu esconder Vital Moreira da sua campanha, e espalhar uma segunda vaga de cartazes em que se intitula o partido da Europa. Em reacção a este gesto
- os não-europeístas consequentes votarão contra o PS: afinal, ele pretende representar tudo aquilo que eles combatem.
- os europeístas consequentes votarão contra o PS: afinal, não há nada mais contrário ao espírito europeu do que transformá-lo em bandeira partidária.
Sobram os que se estão marimbando para a Europa. Esses, naturalmente, abster-se-ão.