Há coisas que nunca mudam. Uma delas é o iberismo espanhol. Bem vistas as coisas, não lhes podemos levar a mal. Mas não temos que ir na cantiga.
Façam um dia a experiência de convidar um espanhol, culto, pacífico, amigo do seu amigo - um daqueles mesmo impecáveis - para jantar. Caprichem o repasto: de entrada, umas tapinhas de alheira, uns pezinhos de coentrada, uns peixinhos da horta. A acompanhar com um Alvarinho, por exemplo.
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20 de Outubro de 2009 | PSD
Com um historial de três eleições directas, o PSD tem já uma experiência significativa relativamente aos efeitos da mais significativa alteração estatutária introduzida em 2006: é tempo de fazer um primeiro balanço da sua aplicação e a avançar para uma segunda geração de eleições directas. [continuado…]
Portugal não está habituado a uma democracia parlamentar genuína. Nesta legislatura todos terão que interiorizar as novas regras do jogo.
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O PSD teve mais presidentes de Câmara? Big deal. Tem menos votos e menos mandatos que o PS, e se continua à frente em número de presidências é porque ganhou mais câmaras pequenas. Não há duas interpretações possíveis dos números: o PSD perdeu as autárquicas.
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11 de Outubro de 2009 | PSD
Leio na primeira página do Expresso que a “JSD descola de Pedro Passos Coelho.” A razão, segundo o hebdomadário, “foi a forma como Passos se referiu à Jota, no “Gato Fedorento”, quando disse não saber se hoje a JSD festeja as eleições com substâncias ilícitas.” A JSD pode e deve tomar as opções políticas que entender. Mas é um pouco ridículo pretender fazer passar a estrutura por um clube das virgens. Sobretudo ofendidas. Vá, rapaziada: é jota, é dê, é jota-ésse-dê…
4 de Outubro de 2009 | PSD
Ainda sobre a vida interna do PSD na página 10 do Expresso, há uma passagem que merece ser relevada:
O resultado do PSD em Lisboa não é dispiciendo (sic). O partido sabe que terá a maioria das câmaras e que cantará vitória. Mas se Santana perder na capital (tendo sido uma escolha da líder contra a vontade de muitos), Manuela dá trunfos aos adversários. Se ganhar, aviva a segunda vitória nas três eleições que teve de gerir num ano.
Curioso raciocínio. Se os militantes de Lisboa dessem crédito à tese, temeria pela campanha de Santana Lopes.