Já no caso Freeport, Vital Moreira não estranha que tenha havido condenações de polícias mas que os prevaricadores continuem à solta. Critérios.
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Já no caso Freeport, Vital Moreira não estranha que tenha havido condenações de polícias mas que os prevaricadores continuem à solta. Critérios.
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Evidentemente, qualquer paralelo com esta situação seria abusivo. Afinal, estamos em Portugal. Há coisas que simplesmente não se fazem, por cá. Nomeadamente paralelos abusivos.
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O último exemplo de análise fantasista é a série de posts “O Bloco Central dos Jornalistas” (aqui, aqui e aqui). A reflexão pachequiana sobre o tema parte da seguinte perplexidade: “porquê esta obsessão nos órgãos de comunicação social por uma matéria de arranjo político puramente hipotético?” A resposta é a do costume: a culpa é dos malandros dos jornalistas que, vejam lá, andam por aí em matilha e até falam uns com os outros.
Para Pacheco Pereira, só se fala em Bloco Central em Portugal porque os jornalistas não têm mais nada que fazer do que inventar cenários e torturar políticos até que lhes escape alguma frase sobre o assunto. Pior: sobre essas frases, atrevem-se a fazer - horresco referens! – interpretações. Se fizessem decentemente o seu trabalho, os srs. jornalistas deviam limitar-se a reportar o que os políticos dizem sobre os cenários de que lhes interessa falar. De outra forma, estarão a fazer prova de uma “teimosia corporativa em manter temas de uma agenda própria, autónomas do espaço exterior político e social.”*
Pelos vistos não ocorre a Pacheco Pereira que, nas redacções, há pessoas que sabem pensar pela sua cabeça. Pessoas que percebem que, se nenhum partido obtiver uma maioria parlamentar – como as sondagens actualmente indicam - vai ter de haver entendimentos para viabilizar o próximo Governo. Pessoas que compreendem que, por mais que os partidos pretendam salvaguardar a sua margem de manobra e a sua capacidade de mobilização pré-eleitoral, há interesse jornalístico em questioná-los sobre diferentes cenários pós-eleitorais. Ora, não é a esses jornalistas que compete excluir o cenário “Bloco Central” do debate. É aos partidos que compete posicionar-se com clareza quanto a ele.
Haverá quem pense que é em defesa de Manuela Ferreira Leite e do PSD que Pacheco Pereira inventa análises deste calibre. Mas nem o partido nem a sua líder beneficiam com tentativas de intimidar a comunicação social. Neste tema como em todos, o PSD deve levar a sério a política de verdade. E a verdade é que independentemente das pressões que possa vir a haver, o PSD tem excelentes razões para recusar participar num Bloco Central. Basta explicá-las, e todos as entenderão. A vitimização é que não leva a lado nenhum.
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* Pergunto-me o que diria Pacheco Pereira da cobertura do caso Freeport se ela fosse guiada por este tipo de critério. Será que o célebre DVD fazia parte da agenda do espaço exterior político e social antes da sua existência ser divulgada?
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Em boa hora Miguel Abrantes chamou a atenção para uma interessantíssima passagem sobre a permanência de Dias Loureiro no Conselho de Estado daentrevista de Jorge Sampaio. Trata-se de uma tomada de posição a meditar, até porque o que o ex-Presidente diz nesta matéria se aplica na perfeição a outros casos de actualidade. Um exemplo ao acaso:
Pergunta — Existindo suspeitas sobre o seu envolvimento no caso Freeport, deve o Primeiro-ministro José Sócrates abandonar a liderança do Governo?
Resposta — Só posso responder “a solo”, isto é, com o que eu faria se, por hipótese, estivesse colocado em posição semelhante. Não sou julgador do que quer que seja, nem faço imputações. Mas, naquela hipótese, libertaria a maioria parlamentar, e também os colegas do Governo, de qualquer constrangimento.
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Ou Charles Smith disse a verdade e José Sócrates é de facto corrupto. Ou Charles Smith mentiu e usou o nome de Sócrates para encobrir um desfalque. Uma coisa é certa: o vídeo transmitido pela TVI demonstra que há no caso Freeport matéria para investigação criminal. Muito me espantaria, portanto, que o processo fosse arquivado neste preciso momento.
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…foi vaiado no CCB por uma plateia furiosa pelo atraso de meia-hora que a sua chegada tardia provocou. A sorte dele foi que ali ninguém tinha visto o Jornal Nacional da TVI.
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