Artigos do tema freeport

Polícias e ladrões

29 de Maio de 2009 | Sem categoria

Já no caso Freeport, Vital Moreira não estranha que tenha havido condenações de polícias mas que os prevaricadores continuem à solta. Critérios.

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Paralelos abusivos

12 de Maio de 2009 | Justiça,Portugal


O inquérito requerido pelo Conselho Superior do Ministério Público, a 7 de Abril, conclui que o presidente do Eurojust, Lopes da Mota, pressionou os procuradores do Freeport e deve ser alvo de um processo disciplinar.

Evidentemente, qualquer paralelo com esta situação seria abusivo. Afinal, estamos em Portugal. Há coisas que simplesmente não se fazem, por cá. Nomeadamente paralelos abusivos.

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Está cada vez mais difícil levar Pacheco Pereira a sério. A sua recente incursão pelo humor indicia, aliás, novas e aliciantes perspectivas de carreira: com base no que já produziu, as Producções Fictícias não o enjeitariam como guionista d’Os Contemporâneos. Já as suas perspectivas como analista político-mediático me parecem cada vez mais sombrias.

O último exemplo de análise fantasista é a série de posts “O Bloco Central dos Jornalistas” (aquiaquiaqui). A reflexão pachequiana sobre o tema parte da seguinte perplexidade: “porquê esta obsessão nos órgãos de comunicação social por uma matéria de arranjo político puramente hipotético?” A resposta é a do costume: a culpa é dos malandros dos jornalistas que, vejam lá, andam por aí em matilha e até falam uns com os outros.

Para Pacheco Pereira, só se fala em Bloco Central em Portugal porque os jornalistas não têm mais nada que fazer do que inventar cenários  e torturar políticos até que lhes escape alguma frase sobre o assunto. Pior: sobre essas frases, atrevem-se a fazer - horresco referens! – interpretações. Se fizessem decentemente o seu trabalho, os srs. jornalistas deviam limitar-se a reportar o que os políticos dizem sobre os cenários de que lhes interessa falar. De outra forma, estarão a fazer prova de uma “teimosia corporativa em manter temas de uma agenda própria, autónomas do espaço exterior político e social.”*

Pelos vistos não ocorre a Pacheco Pereira que, nas redacções,  há pessoas que sabem pensar pela sua cabeça.  Pessoas que percebem que, se nenhum partido obtiver uma maioria parlamentar – como as sondagens actualmente indicam -  vai ter de haver entendimentos para viabilizar o próximo Governo. Pessoas que compreendem que, por mais que os partidos pretendam salvaguardar a sua margem de manobra e a sua capacidade de mobilização pré-eleitoral, há interesse jornalístico em questioná-los sobre diferentes cenários pós-eleitorais. Ora, não é a esses jornalistas que compete excluir o cenário “Bloco Central” do debate. É aos partidos que compete posicionar-se com clareza quanto a ele.

Haverá quem pense que é em defesa de Manuela Ferreira Leite e do PSD que Pacheco Pereira inventa análises deste calibre.  Mas nem o partido nem a sua líder beneficiam com tentativas de intimidar a comunicação social. Neste tema como em todos, o PSD deve levar a sério a política de verdade. E a verdade é que  independentemente das pressões que possa vir a haver, o PSD tem excelentes razões para recusar participar num Bloco Central.  Basta explicá-las, e todos as entenderão. A vitimização é que não leva a lado nenhum.

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* Pergunto-me o que diria Pacheco Pereira da cobertura do caso Freeport se ela fosse guiada por este tipo de critério. Será que o célebre DVD fazia parte da agenda do espaço exterior político e social antes da sua existência ser divulgada?

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Em boa hora Miguel Abrantes chamou a atenção para uma interessantíssima passagem sobre a permanência de Dias Loureiro no Conselho de Estado daentrevista de Jorge Sampaio. Trata-se de uma tomada de posição a meditar, até porque o que o ex-Presidente diz nesta matéria se aplica na perfeição a outros casos de actualidade. Um exemplo ao acaso:

Pergunta — Existindo suspeitas sobre o seu envolvimento no caso Freeport, deve o Primeiro-ministro José Sócrates abandonar a liderança do Governo?

Resposta — Só posso responder “a solo”, isto é, com o que eu faria se, por hipótese, estivesse colocado em posição semelhante. Não sou julgador do que quer que seja, nem faço imputações. Mas, naquela hipótese, libertaria a maioria parlamentar, e também os colegas do Governo, de qualquer constrangimento.

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Das duas uma

31 de Março de 2009 | Portugal,Sociedade

Ou Charles Smith disse a verdade e José Sócrates é de facto corrupto. Ou Charles Smith mentiu e usou o nome de Sócrates para encobrir um desfalque. Uma coisa é certa: o vídeo transmitido pela TVI demonstra que há no caso Freeport matéria para investigação criminal. Muito me espantaria, portanto, que o processo fosse arquivado neste preciso momento.

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This chap Sócrates

28 de Março de 2009 | Portugal

…foi vaiado no CCB por uma plateia furiosa pelo atraso de meia-hora que a sua chegada tardia provocou. A sorte dele foi que ali ninguém tinha visto o Jornal Nacional da TVI.

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