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	<title>Vasco Campilho &#187; governo</title>
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		<title>Do poder de demitir o Governo</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 18:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Pedro Magalhães disse que eu não tinha razão no que disse aqui e que já lá iria. E foi, na senda da sua série sobre poderes presidenciais (1 2 3). Mas fê-lo, parece-me, suavizando a crítica: não tendo muitas certezas sobre o assunto, sabe contudo que ninguém concorda comigo. By my book, isto já é [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">Pedro Magalhães disse que eu <a target="_blank" href="http://margensdeerro.blogspot.com/2010/07/responsabilidade-do-governo-perante-o.html" target="_blank">não tinha razão</a> no que disse <a target="_blank" href="http://aeiou.expresso.pt/revisao-constitucional-psd-pretende-diminuir-poderes-do-pr=f594339" target="_blank">aqui</a> e que <a target="_blank" href="http://margensdeerro.blogspot.com/2010/07/responsabilidade-do-governo-perante-o.html" target="_blank">já lá iria</a>. E <a target="_blank" href="http://margensdeerro.blogspot.com/2010/07/adenda.html" target="_blank">foi</a>, na senda da sua série sobre poderes presidenciais (<a target="_blank" href="http://margensdeerro.blogspot.com/2010/07/responsabilidade-do-governo-perante-o.html" target="_blank">1</a> <a target="_blank" href="http://margensdeerro.blogspot.com/2010/07/responsabilidade-do-governo-perante-o_19.html" target="_blank">2</a> <a target="_blank" href="http://margensdeerro.blogspot.com/2010/07/responsabilidade-do-governo-perante-o_20.html" target="_blank">3</a>). Mas fê-lo, parece-me, suavizando a crítica: não tendo muitas certezas sobre o assunto, sabe contudo que ninguém concorda comigo. <em>By my book,</em> isto já é menos taxativo do que dizer que eu não tenho razão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que está em causa, afinal? Eu defendi que <em>&#8220;o Presidente já pode demitir livremente o Governo&#8221;</em> e que, dada a<em> &#8220;latitude interpretativa que a expressão </em>[regular funcionamento das instituições democráticas] <em>permite &#8211; e a ausência de  mecanismos de controle - retirar essas palavras do art.º 195 não altera  a substância do poder presidencial&#8221;.</em> Pedro Magalhães contrapõe que <em>&#8220;legitimar política e publicamente a decisão de demitir o governo quando  se tem de explicitamente invocar &#8220;o regular funcionamento das  instituições democráticas&#8221; é mais difícil do que quando não se tem de o  fazer&#8221;.</em> E tem toda a razão. Mantenho, no entanto, que <span id="more-3755"></span>o poder presidencial de demitir o Governo  é, na sua essência, um poder livre. Como bem observou o próprio Pedro Magalhães, <em>&#8220;o facto de este poder presidencial não ter sido usado desde 1982 não  quer dizer que não exista. O que não houve foram circunstâncias que o  tornassem usável.&#8221;</em> Ora se o poder presidencial de demitir o Governo existe &#8211; isto é, se não o podemos considerar caduco &#8211; e se o seu exercício não está sujeito à anuência prévia ou ao controle sucessivo de nenhuma instituição política ou jurisdicional, então temos de admitir que se trata de um poder livre do Presidente. E se a alteração proposta pelo PSD não afecta o carácter livre do poder de demissão, mas apenas o desobriga de aludir a uma justificação constitucionalmente tipificada, então a sua qualificação como <em>&#8220;ajuste semântico&#8221;</em> revela-se adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão está em saber até que ponto a expressão &#8220;regular funcionamento das instituições democráticas&#8221; concorreu para que nunca, desde 1982, tivessem emergido as circunstâncias que permitissem o uso deste poder. No meu entender, a importância desta ressalva constitucional empalidece face às imposições da própria dinâmica política que a evolução do sistema partidário imprimiu ao regime político português. No pós-1982, assistimos ao fim do Conselho da Revolução, à submissão das Forças Armadas ao poder político civil e ao reforço do bipartidarismo: tudo evoluções que retiraram ao Presidente base de apoio e margem de manobra face aos partidos. Se a isso acrescentarmos o facto de não ter havido nenhum Presidente eleito sem o apoio de um dos dois maiores partidos, e de nenhum dos dois maiores partidos se ter alguma vez disponibilizado para ser dirigido a partir de Belém, o cenário de uma Presidência reguladora do funcionamento de um regime parlamentar emerge de forma bastante clara.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste modelo de Presidência reguladora, o uso do poder de demissão do Governo encontra-se mais condicionado por considerações de ordem estratégica do que por considerações semânticas (ou constitucionais, se quisermos). Na realidade, nem os equilíbrios do regime dependem da  permanência da expressão &#8220;regular funcionamento das instituições democráticas&#8221; no seu actual lugar na Constituição, nem a sua permanência é susceptível de obstaculizar a mudança desses equilíbrios caso as dinâmicas políticas do regime mudem. Um exemplo <em>a contrario</em> e um <em>thought experiment</em> permitir-me-ão explicitar esta asserção.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplo <em>a contrario</em>: em França, a Constituição não prevê que o Presidente possa demitir o Governo (nem sequer em função do &#8220;regular funcionamento das instituições democráticas&#8221;). No entanto, os candidatos presidenciais são líderes partidários e  os Presidentes eleitos constituem maiorias parlamentares em torno da sua plataforma eleitoral. Logo, apesar do poder não existir legalmente, existe na prática sempre que se verifica concordância entre maiorias presidencial e parlamentar. Se em Portugal, um Presidente vier a ser eleito com uma plataforma eleitoral de governo e a obter o apoio de uma maioria parlamentar, será o &#8220;regular funcionamento das instituições democráticas&#8221; que o impedirá de dispor do Governo como bem lhe aprouver? Evidentemente, não.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Thought experiment:</em> admitamos que Jorge Sampaio decidia demitir o governo de Pedro Santana Lopes em vez de dissolver a Assembleia da República em Dezembro de 2004. Teria dificuldade em justificar a sua opção à luz do &#8220;regular funcionamento das instituições democráticas&#8221;? Não: bastar-lhe-ia fazer o mesmo discurso trocando as palavras dissolução por demissão e Assembleia da República por Governo. Admitamos agora que a demissão do Governo não carecia dessa justificação à luz da Constituição: teria Jorge Sampaio optado por demitir o Governo ou dissolver a Assembleia? Com toda a probabilidade dissolveria, porque demitir o Governo levá-lo-ia a entrar em confronto com uma maioria parlamentar. <em>Ergo</em>, *a frase* não foi determinante na forma como os eventos se desenrolaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer isto dizer que a forma como o poder de demitir o Governo foi inscrita na Constituição não tem qualquer significado? Estou longe de pensar isso: a minha perspectiva é de que a formulação escolhida exprimiu o sentido da dinâmica política de pendor civil-parlamentar que se afirmou logo desde 1976, e com maior força a partir da vitória da AD. Por isso mesmo, a sua alteração me parece insusceptível de ter o impacto cataclísmico (presidencialização do regime, restabelecimento de uma dupla responsabilidade política, namibização da política, etc.) que alguns chegaram a alvitrar. E também por isso ela me parece inútil e marginal na economia geral da proposta de revisão constitucional que o PSD colocou na ordem do dia.</p>

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		<title>A política da salvação ou a salvação da política.</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 12:48:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Só a política nos pode salvar, diz o ex-aparelhista João Galamba. De acordo. Mas antes é preciso salvar a política. Continue a ler aqui.]]></description>
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<blockquote><p>Só a política nos pode salvar, diz o  ex-aparelhista <a target="_blank" rel="nofollow" href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1828259.html" target="_blank">João Galamba.</a> De acordo. Mas antes é preciso salvar a política.</p></blockquote>
<p>Continue a ler <a target="_blank" href="http://aeiou.expresso.pt/a-politica-da-salvacao-ou-a-salvacao-da-politica=f579164" target="_blank">aqui.</a></p>

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		<title>As novas regras do jogo</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 09:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Portugal não está habituado a uma democracia parlamentar genuína. Nesta legislatura todos terão que interiorizar as novas regras do jogo. O nosso regime semi-presidencial teve muito poucos períodos de verdadeiro pendor parlamentar. Até 1982, o poder presidencial e militar limitava a esfera de influência do poder civil democrático. Entre 1983 e 1987, o Parlamento tornou-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><strong>Portugal não está habituado a uma democracia parlamentar genuína. Nesta legislatura todos terão que interiorizar as novas regras do jogo.<span id="more-2541"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O nosso regime semi-presidencial teve muito poucos períodos de verdadeiro pendor parlamentar. Até 1982, o poder presidencial e militar limitava a esfera de influência do poder civil democrático. Entre 1983 e 1987, o Parlamento tornou-se mais central na vida política portuguesa, mas a instabilidade que vinha do período anterior manteve-se.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">As maiorias absolutas do PSD acentuaram o papel das eleições legislativas como eleições para Primeiro-Ministro e remeteram o Parlamento para um papel secundário na definição das políticas públicas. Regressado ao poder em 1995, o PS não alterou a preponderância governamental no sistema político.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">Mas a despolarização do actual quadro parlamentar obriga a essa alteração: o poder de decidir as grandes orientações nacionais vai regressar às bancadas do Parlamento, porque não há uma bancada maioritária disposta a cedê-lo ao Governo. O primeiro-ministro, habituado a ser um grande timoneiro, vai ter de passar a ser um grande negociador.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">A questão que se coloca é como alterar um modo de governação que durou mais de vinte anos sem regressar à instabilidade que o antecedeu? Na ausência de ajustes de cariz institucional &#8211; e recorde-se que a legislatura que agora se inicia tem poderes constituintes &#8211; teremos de esperar que as forças políticas ajustem os seus comportamentos às novas regras do jogo.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">Não sejamos ingénuos: não há partido, no Governo ou na oposição, que se &#8220;porte bem&#8221; se tal não corresponder ao seu interesse. Aquilo que se espera é que os nossos líderes políticos tenham uma visão um pouco mais abrangente desse mesmo interesse. Que defendam a reputação cada vez mais desgastada do regime democrático e dos seus agentes. Que compreendam que não serve a ninguém herdar um país em escombros. Que temam a severidade dos portugueses perante quem não demonstrar que para além do seu nariz, vê o País.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">Se esta visão do interesse próprio prevalecer, poderemos contar com uma legislatura que dê resultados ao País. Mas se prevalecerem as vistas curtas do tacticismo, venha o Presidente e dissolva. O mais depressa possível.</p>

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		<title>Ao menos que seja curta</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 07:59:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Não vou discutir de quem é a culpa - essa procissão ainda vai no adro. Mas o clima de aberta hostilidade entre o Presidente da República e o partido que venceu as eleições é profundamente perturbador. Sobretudo tendo em conta que o quadro parlamentar <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/31daarmada/a-instabilidade-congenita-da-xi%c2%aa-legislatura/">congenitamente instável</a> que saiu das eleições exige uma interacção mais intensa entre o Presidente, o Governo e o Parlamento.</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify">Com os principais protagonistas políticos nacionais envolvidos de uma forma ou de outra neste clima, todas as condições estão reunidas para que o País perca uma legislatura em conflitos inúteis. Ao menos que seja curta.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Não vou discutir de quem é a culpa - essa procissão ainda vai no adro. Mas o clima de aberta hostilidade entre o Presidente da República e o partido que venceu as eleições é profundamente perturbador. Sobretudo tendo em conta que o quadro parlamentar <a  href="http://vascocampilho.net/31daarmada/a-instabilidade-congenita-da-xi%c2%aa-legislatura/">congenitamente instável</a> que saiu das eleições exige uma interacção mais intensa entre o Presidente, o Governo e o Parlamento.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Com os principais protagonistas políticos nacionais envolvidos de uma forma ou de outra neste clima, todas as condições estão reunidas para que o País perca uma legislatura em conflitos inúteis. Ao menos que seja curta.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A instabilidade congénita da XIª Legislatura</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Se no tocante à hegemonia do PS, que já havia entrevisto <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/um-ps-hegemonico/">aqui</a>, senti a necessidade de retocar a caracterização que dela havia feito tendo em conta os resultados das eleições legislativas, no que respeita à acrescida instabilidade governativa <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/sem-categoria/da-hegemonia-partidaria-a-instabilidade-sistemica/">não mudo uma vírgula ao que já dizia em Fevereiro,</a> e que abaixo reproduzo:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px">No sistema partidário português, a hegemonia do PS é um cenário que vai de par com uma tendência a uma maior instabilidade governativa. Esta instabilidade governativa tem dois aspectos: instabilidade de governo, e instabilidade de governação.</p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px"> </p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px">Por instabilidade de governo entendo a incapacidade de manter governos de legislatura ou de manter a estabilidade do suporte parlamentar do governo. No cenário acima descrito, é o próprio grau de liberdade do PS que incentiva à instabilidade, ao dificultar a relação de confiança com qualquer parceiro de coligação. A alternativa dos acordos pontuais (vulgo queijos limianos) seria tão irresistível para o PS que nenhum partido arriscaria o seu crédito político numa coligação durável com o partido hegemónico. Nestas condições, qualquer acordo de governo teria sempre reservas mentais dos dois lados, e acabaria por não durar uma legislatura (como, curiosamente, nenhuma coligação até agora durou em Portugal).</p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px"> </p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px">Por instabilidade de governação entendo a instabilidade na direcção imprimida aos assuntos de Governo. Quando um sistema de partidos é dominado por um partido charneira, a governação deixa de ser apenas função de um partido ou de uma coligação de partidos para passar a estar condicionada às flutuações da relação entre o partido hegemónico e os restantes partidos. Assim, não apenas a aplicação do programa eleitoral do partido vencedor terá de ser negociada com os restantes partidos, como essa negociação favorece sempre os partidos de menor dimensão, o que lhes dá um peso mais do que proporcional na condução dos assuntos do governo.</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify">É esta instabilidade que está inscrita nos genes da XIª Legislatura, e que bem pode determinar a antecipação do seu termo. Ou não. A vida política dá muitas voltas, e vêm aí tempos interessantes.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Se no tocante à hegemonia do PS, que já havia entrevisto <a  href="http://vascocampilho.net/portugal/um-ps-hegemonico/">aqui</a>, senti a necessidade de retocar a caracterização que dela havia feito tendo em conta os resultados das eleições legislativas, no que respeita à acrescida instabilidade governativa <a  href="http://vascocampilho.net/sem-categoria/da-hegemonia-partidaria-a-instabilidade-sistemica/">não mudo uma vírgula ao que já dizia em Fevereiro,</a> e que abaixo reproduzo:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; ">No sistema partidário português, a hegemonia do PS é um cenário que vai de par com uma tendência a uma maior instabilidade governativa. Esta instabilidade governativa tem dois aspectos: instabilidade de governo, e instabilidade de governação.</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "> </p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; ">Por instabilidade de governo entendo a incapacidade de manter governos de legislatura ou de manter a estabilidade do suporte parlamentar do governo. No cenário acima descrito, é o próprio grau de liberdade do PS que incentiva à instabilidade, ao dificultar a relação de confiança com qualquer parceiro de coligação. A alternativa dos acordos pontuais (vulgo queijos limianos) seria tão irresistível para o PS que nenhum partido arriscaria o seu crédito político numa coligação durável com o partido hegemónico. Nestas condições, qualquer acordo de governo teria sempre reservas mentais dos dois lados, e acabaria por não durar uma legislatura (como, curiosamente, nenhuma coligação até agora durou em Portugal).</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "> </p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; ">Por instabilidade de governação entendo a instabilidade na direcção imprimida aos assuntos de Governo. Quando um sistema de partidos é dominado por um partido charneira, a governação deixa de ser apenas função de um partido ou de uma coligação de partidos para passar a estar condicionada às flutuações da relação entre o partido hegemónico e os restantes partidos. Assim, não apenas a aplicação do programa eleitoral do partido vencedor terá de ser negociada com os restantes partidos, como essa negociação favorece sempre os partidos de menor dimensão, o que lhes dá um peso mais do que proporcional na condução dos assuntos do governo.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">É esta instabilidade que está inscrita nos genes da XIª Legislatura, e que bem pode determinar a antecipação do seu termo. Ou não. A vida política dá muitas voltas, e vêm aí tempos interessantes.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Habituem-se.</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 22:52:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">O ainda ministro Santos Silva ensaia uma tentativa de responsabilizar a oposição pela governabilidade do país. Faria sentido se o PS já tivesse feito o que quer que seja para se aproximar das posições deste ou daquele partido com vista à criação de uma solução de governo. Mas não: o que Santos Silva pretende mesmo é que a oposição se encolha e deixe o PS governar como se ainda estivesse em maioria.</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify">Convinha relembrar para os lados do Rato que ontem perderam 500 000 votos e para cima de vinte deputados.  Convinha relembrar que uma maioria relativa não passa de uma minoria absoluta. Quem tem que fazer as despesas da transformação dessa minoria em maioria é quem governa, não quem se opõe. Rapazes, o PS é minoritário no Parlamento. Habituem-se.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">O ainda ministro Santos Silva ensaia uma tentativa de responsabilizar a oposição pela governabilidade do país. Faria sentido se o PS já tivesse feito o que quer que seja para se aproximar das posições deste ou daquele partido com vista à criação de uma solução de governo. Mas não: o que Santos Silva pretende mesmo é que a oposição se encolha e deixe o PS governar como se ainda estivesse em maioria.</p>
<p style="text-align: justify; "></p>
<p style="text-align: justify; ">Convinha relembrar para os lados do Rato que ontem perderam 500 000 votos e para cima de vinte deputados. Convinha relembrar que uma maioria relativa não passa de uma minoria absoluta. Quem tem que fazer as despesas da transformação dessa minoria em maioria é quem governa, não quem se opõe. Rapazes, o PS é minoritário no Parlamento. Habituem-se.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Três meses depois.</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 09:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Exactamente três meses antes das eleições legislativas, escrevi isto no Expresso:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px"><a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/31daarmada/o-expresso-no-31/">(...)</a> Com José Sócrates, o PS evoluiu de partido-âncora da esquerda para partido-charneira entre uma esquerda radical em forte crescimento e um centro-direita de regresso ao seu nível eleitoral habitual. Essa mutação tornou possível o PS dominador de 2005, mas originou um desenraizamento eleitoral que se está a reflectir, já em 2009, numa considerável quebra do apoio popular aos socialistas. A posição de charneira teve também o efeito de transportar para dentro do partido as grandes clivagens do sistema político português, elevando em muito os riscos de cisão. O centro do sistema partidário português encontra-se portanto ocupado por um partido eleitoralmente enfraquecido, politicamente dividido e organicamente instável. Se porventura ele vier a ser de novo o partido mais votado, iniciar-se-á o ciclo político mais turbulento que Portugal conheceu desde a década de 70. Definitivamente, a governabilidade já não é atributo que o PS possa reivindicar para si.</p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px"> </p>
<p style="text-align: justify">Chegados ao último dia de campanha eleitoral, o que resta desta análise?</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<ol>
    <li><b>O PS evoluiu de partido-âncora da esquerda para partido-charneira: </b>confere. O Partido Socialista está claramente a fazer campanha em duas frentes, e em qualquer dos cenários eleitorais expectáveis (incluindo a derrota) encontrar-se-á em posição pivotal no próximo Parlamento.</li>
    <li><b>Essa mutação originou um desenraizamento eleitoral que se está a reflectir numa considerável quebra do apoio popular:</b> confere. Nenhuma sondagem coloca o PS a menos de 5% do nível que atingiu em 2005.</li>
    <li><b>O centro do sistema partidário português encontra-se ocupado por um partido eleitoralmente enfraquecido, politicamente dividido e organicamente instável</b>: apesar de se ter notado uma série de movimentações no sentido de encontrar soluções alternativas a Sócrates no imediato pós-europeias, a verdade é que o ainda Primeiro-ministro soube utilizar a dinâmica de campanha para travar as forças centrífugas e recriar uma sensação de união dentro do PS. Mas as divisões poderão ressurgir no período pós-eleitoral, quer em caso de derrota, quer em caso de vitória curta. Será esse o momento de aferir se este ponto confere.</li>
    <li><b>Se porventura o PS vier a ser de novo o partido mais votado, iniciar-se-á o ciclo político mais turbulento que Portugal conheceu desde a década de 70:</b> esperemos não ter de vir a conferir. Duas das condições que me levaram a fazer esta predição - divisão estratégica interna, desgaste da liderança - permanecem. A terceira - dificuldade em fazer coligações e entendimentos - parece mais em aberto, atendendo ao comportamento dúbio do Bloco de Esquerda relativamente à possibilidade de um entendimento pós-eleitoral com o PS de José Sócrates.</li>
    <li><b>A governabilidade já não é atributo que o PS possa reivindicar para si</b>: confere. Em qualquer cenário de derrota do PS este retém a capacidade de bloquear a governação, mas nenhum cenário de vitória lhe permite assegurar um governo estável. Votar PS não tem portanto interesse algum do estrito ponto de vista da garantia da governabilidade.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify"> </p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Exactamente três meses antes das eleições legislativas, escrevi isto no Expresso:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "><a  href="http://vascocampilho.net/31daarmada/o-expresso-no-31/">(...)</a> Com José Sócrates, o PS evoluiu de partido-âncora da esquerda para partido-charneira entre uma esquerda radical em forte crescimento e um centro-direita de regresso ao seu nível eleitoral habitual. Essa mutação tornou possível o PS dominador de 2005, mas originou um desenraizamento eleitoral que se está a reflectir, já em 2009, numa considerável quebra do apoio popular aos socialistas. A posição de charneira teve também o efeito de transportar para dentro do partido as grandes clivagens do sistema político português, elevando em muito os riscos de cisão. O centro do sistema partidário português encontra-se portanto ocupado por um partido eleitoralmente enfraquecido, politicamente dividido e organicamente instável. Se porventura ele vier a ser de novo o partido mais votado, iniciar-se-á o ciclo político mais turbulento que Portugal conheceu desde a década de 70. Definitivamente, a governabilidade já não é atributo que o PS possa reivindicar para si.</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Chegados ao último dia de campanha eleitoral, o que resta desta análise?</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<ol>
    <li style="text-align: justify; "><b>O PS evoluiu de partido-âncora da esquerda para partido-charneira: </b>confere. O Partido Socialista está claramente a fazer campanha em duas frentes, e em qualquer dos cenários eleitorais expectáveis (incluindo a derrota) encontrar-se-á em posição pivotal no próximo Parlamento.</li>
    <li style="text-align: justify; "><b>Essa mutação originou um desenraizamento eleitoral que se está a reflectir numa considerável quebra do apoio popular:</b> confere. Nenhuma sondagem coloca o PS a menos de 5% do nível que atingiu em 2005.</li>
    <li style="text-align: justify; "><b>O centro do sistema partidário português encontra-se ocupado por um partido eleitoralmente enfraquecido, politicamente dividido e organicamente instável</b>: apesar de se ter notado uma série de movimentações no sentido de encontrar soluções alternativas a Sócrates no imediato pós-europeias, a verdade é que o ainda Primeiro-ministro soube utilizar a dinâmica de campanha para travar as forças centrífugas e recriar uma sensação de união dentro do PS. Mas as divisões poderão ressurgir no período pós-eleitoral, quer em caso de derrota, quer em caso de vitória curta. Será esse o momento de aferir se este ponto confere.</li>
    <li style="text-align: justify; "><b>Se porventura o PS vier a ser de novo o partido mais votado, iniciar-se-á o ciclo político mais turbulento que Portugal conheceu desde a década de 70:</b> esperemos não ter de vir a conferir. Duas das condições que me levaram a fazer esta predição - divisão estratégica interna, desgaste da liderança - permanecem. A terceira - dificuldade em fazer coligações e entendimentos - parece mais em aberto, atendendo ao comportamento dúbio do Bloco de Esquerda relativamente à possibilidade de um entendimento pós-eleitoral com o PS de José Sócrates.</li>
    <li style="text-align: justify; "><b>A governabilidade já não é atributo que o PS possa reivindicar para si</b>: confere. Em qualquer cenário de derrota do PS este retém a capacidade de bloquear a governação, mas nenhum cenário de vitória lhe permite assegurar um governo estável. Votar PS não tem portanto interesse algum do estrito ponto de vista da garantia da governabilidade.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify; "> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Aqui d&#8217;El-Rey!&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 01:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify"><img width="250" height="194" border="0" align="left" style="border-color:black" alt="" src="http://www.robertjohnrussogallery.com/paintings/pablopicasso/banderillas.gif" />...que Manuela Ferreira Leite não gosta dos Espanhóis. <i>Maldición!</i> Para compensar, temos José <i>España España España</i> Sócrates - secundado por Mário <i>iberista</i> Lino - que até quer fazer um TGV só para não desapontar <i>nuestros hermanos.</i></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify">Lamento, mas as coisas são mesmo como disse Manuela: <b>ao Governo português cabe defender os interesses de Portugal.</b> Se coincidirem com os de Espanha, encantados da vida. Se não coincidirem, amigos como dantes. O estranho é que haja quem ache isto estranho.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img width="250" height="194" border="0" align="left" style="border-color:black;" alt="" src="http://www.robertjohnrussogallery.com/paintings/pablopicasso/banderillas.gif" />...que Manuela Ferreira Leite não gosta dos Espanhóis. <i>Maldición!</i> Para compensar, temos José <i>España España España</i> Sócrates - secundado por Mário <i>iberista</i> Lino - que até quer fazer um TGV só para não desapontar <i>nuestros hermanos.</i></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Lamento, mas as coisas são mesmo como disse Manuela: <b>ao Governo português cabe defender os interesses de Portugal.</b> Se coincidirem com os de Espanha, encantados da vida. Se não coincidirem, amigos como dantes. O estranho é que haja quem ache isto estranho.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Só mais um esforço (II)</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 02:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center"><a target="_blank" href="http://aeiou.expresso.pt/sondagem-governar-com-um-parlamento-esmiucado=f535190"><img width="450" height="292" border="0" style="border-color:black" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Pu0jM6nx7I8/SqqnlZZKVYI/AAAAAAAAA8w/SJPVl2z5dBM/s1600/Sondagem.jpg" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify">Três sondagens, três empates. O perigo de <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/31daarmada/o-expresso-no-31/">o PS ganhar e não ter como governar.</a> O perigo de <a target="_blank" href="http://daliteratura.blogspot.com/2009/07/porque-absoluta.html">o PS perder mantendo o poder de obstruir qualquer governo.</a> O perigo de <a target="_blank" href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/3059468.html">a ânsia do poder unir o PS a quem não deve nem pode governar.</a> Qual deles o pior. A política portuguesa navega mesmo entre Cila e Caríbdis. A única forma de evitar estes escolhos é que a partir de 27 de Setembro, haja mais de 115 deputados sentados à direita do PS. Pelas contas do Expresso faltam entre 9 e 17 para lá chegar. Só mais um esforço.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><a  href="http://aeiou.expresso.pt/sondagem-governar-com-um-parlamento-esmiucado=f535190"><img width="450" height="292" border="0" style="border-color:black;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Pu0jM6nx7I8/SqqnlZZKVYI/AAAAAAAAA8w/SJPVl2z5dBM/s1600/Sondagem.jpg" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify; ">Três sondagens, três empates. O perigo de <a  href="http://vascocampilho.net/31daarmada/o-expresso-no-31/">o PS ganhar e não ter como governar.</a> O perigo de <a  href="http://daliteratura.blogspot.com/2009/07/porque-absoluta.html">o PS perder mantendo o poder de obstruir qualquer governo.</a> O perigo de <a  href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/3059468.html">a ânsia do poder unir o PS a quem não deve nem pode governar.</a> Qual deles o pior. A política portuguesa navega mesmo entre Cila e Caríbdis. A única forma de evitar estes escolhos é que a partir de 27 de Setembro, haja mais de 115 deputados sentados à direita do PS. Pelas contas do Expresso faltam entre 9 e 17 para lá chegar. Só mais um esforço.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Investimento de proximidade? É melhor não.</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 09:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify"><img width="300" height="" border="0" align="left" style="border-color:black" alt="" src="http://www.cds.pt/UserFiles/Image/Mapa_Coligaes_3.JPG" />Regressada da Galiza, eis <a target="_blank" href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/947928.html">o testemunho de Ana Vidal:</a></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px"><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;font-size: 13px;border-collapse: collapse"><i>numa medida que me parece eficaz e inteligente, o governo de Zapatero atribuíu <b>uma verba aos poderes locais - a cumprir num prazo de seis meses - para ser aplicada em melhoramentos locais e destinada a combater o desemprego por todo o país:</b> pavimentos, saneamento básico, recuperação de fachadas, etc </i>(...)<i> são criados postos de trabalho localmente (a prazo, é certo, mas é melhor do que nada), e não na concentração geográfica de uma ou duas grandes obras nacionais. Há ideias que vale a pena copiar.</i></span></p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px"> </p>
<p style="text-align: justify">Alguém adivinha porque é que esta ideia não foi aplicada em Portugal? Uma pista: mais de metade das Câmaras Municipais são do PSD e há eleições autárquicas daqui a um mês.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img width="300" height="" border="0" align="left" style="border-color:black;" alt="" src="http://www.cds.pt/UserFiles/Image/Mapa_Coligaes_3.JPG" />Regressada da Galiza, eis <a  href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/947928.html">o testemunho de Ana Vidal:</a></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "><i>numa medida que me parece eficaz e inteligente, o governo de Zapatero atribuíu <b>uma verba aos poderes locais - a cumprir num prazo de seis meses - para ser aplicada em melhoramentos locais e destinada a combater o desemprego por todo o país:</b> pavimentos, saneamento básico, recuperação de fachadas, etc </i>(...)<i> são criados postos de trabalho localmente (a prazo, é certo, mas é melhor do que nada), e não na concentração geográfica de uma ou duas grandes obras nacionais. Há ideias que vale a pena copiar.</i></span></p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Alguém adivinha porque é que esta ideia não foi aplicada em Portugal? Uma pista: mais de metade das Câmaras Municipais são do PSD e há eleições autárquicas daqui a um mês.</p>]]></content:encoded>
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