A projecção da RTP admite que a coligação Mais Oeiras possa eleger apenas uma vereadora. Se tal vier a acontecer, será justiça poética: Isabel Meirelles foi a única a trabalhar para ser eleita.
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A projecção da RTP admite que a coligação Mais Oeiras possa eleger apenas uma vereadora. Se tal vier a acontecer, será justiça poética: Isabel Meirelles foi a única a trabalhar para ser eleita.
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Ontem à tarde Isabel Meirelles apresentou o programa da Coligação Mais Oeiras. Paulo Rangel, mandatário da candidatura, não pôde estar presente. Tive pena de não o ver por lá, mas compreendo a dificuldade: quando se exerce um mandato de deputado europeu entre Bruxelas e Estrasburgo, não dá para ir a todas.
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Para além do debate entre o Rodrigo Moita de Deus e a Marta Rebelo ontem à noite, a TVI24 transmitiu também um debate entre os candidatos à Câmara Municipal de Oeiras. Isaltino de Morais esteve como de costume, mas mais: mais histriónico, mais condescendente, mais prepotente. Inovadora foi a defesa que esboçou do seu mandato: "Ah e tal aumentámos a execução orçamental em 70 milhões de euros." Mas onde foram parar os milhões? Ao prolongamento do SATU? Aos centros de saúde por construir? A inexistentes novos 10 000 lugares de estacionamento? Ao metro de superfície entre Algés e Alfragide? Ao Biopark, ao Parque dos Oceanos, à 2ª fase do Parque dos Poetas? Mistério.
Marcos Perestrello apresentou-se à imagem da escola socrática: tudo na forma, nada no conteúdo. Interessante notar que os projectos que anunciou para a CMO são todos competência da Administração Central: basta o PS perder as eleições legislativas para ficar sem programa. O seu momento mais feliz foi quando repudiou com veemência a abordagem de Isabel Meirelles aos problemas judiciais de Isaltino para retomar exactamente a mesma ideia mais à frente, não sem antes namorar o adversário. Sócrates deve ter ficado orgulhoso.
Isabel Meirelles, justamente. A novata. A advogada que nunca fez política, nunca se sentou num Parlamento, nunca afrontou a condescendência de senhores feudais no seu reduto. Notou-se que lhe faltava a ronha assassina que se recomenda para lidar com tais opositores. Mas não deixou de ser a única candidata que verdadeiramente incomodou Isaltino. E não foi só por ter reconhecido sem rebuço a imprudência que seria entregar Oeiras a um candidato pendente de recurso. Foi também porque soube falar da Oeiras real, aquela que não está em maquettes nem em animações 3D e que continua à espera que os benefícios de viver num concelho-modelo lhe batam à porta.
Também lá estiveram Francisco Silva e Amílcar Campos, do BE e da CDU respectivamente. Amílcar fez uma intervenção ponderada sobre transportes, e nada mais se reteve do que disse. Francisco explicou que era a única oposição a Isaltino, mas não teve arte para o demonstrar. Terá sido o fatinho sem gravata à la Novas Fronteiras? notava-se que não estava no seu habitat natural. Conselho: se não pode ir vestido à bloquista para a televisão, experimente uma camisa aberta à Moita de Deus. Pode ser marialva, mas tira as inibições.
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E por falar em forte de São Bruno, quem também lá esteve a apoiar a candidatura de Isabel Meirelles à Câmara Municipal de Oeiras foi Paulo Rangel. À margem da cerimónia, em que aproveitou para corrigir o maquiavélico tiro de Castelo de Vide explicando que a ética é um pressuposto da credibilidade política, reagiu desta forma à alegada exigência de maioria absoluta por parte de Pedro Passos Coelho:
O que eu acho que tem pouco sentido é o Paulo Rangel rejeitar um apelo à mobilização do eleitorado em torno do PSD, e simultaneamente nada ter para dizer sobre as aberturas que têm sido feitas por candidatos escolhidos por Ferreira Leite relativamente a entendimentos com o Partido Socialista. Será a perspectiva do Bloco Central que vai ajudar o PSD a ganhar as eleições? Será que jogar para o empate é melhor do que dar o tudo-por-tudo?
Não é por precisar de mais de 90% dos votos para ser eleito pelo círculo de Lisboa que me inquieto com este tipo de incongruências. É mesmo porque acho que é preciso mudar o rumo da governação. E só uma vitória clara do PSD garante que os socialistas deixarão de ter a capacidade de a condicionar, dentro ou fora do governo. Temos uma líder, temos um programa, temos uma equipa. Não tenhamos medo de ter ambição.
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O PS apresenta um sucedâneo mal sucedido da gestão de António Costa em Lisboa, um candidato sem quaisquer créditos fora da vida partidária, e sem particular ligação a Oeiras. O PSD apresenta uma oeirense com horizontes rasgados, uma mulher com uma personalidade vincada e cativante, uma pessoa que soube afirmar-se na sociedade portuguesa pelo seu próprio valor. Por isso mesmo a dr.ª Isabel Meirelles é a candidata certa para iniciar em Oeiras um novo ciclo de desenvolvimento, que consolide a posição liderante do concelho na Área Metropolitana de Lisboa, competindo a nível europeu e mundial com os mais avançados pólos de excelência económica, social e ambiental.
Leia o resto aqui.
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Quem se habituou a ler este blog sabe que eu não tenho por hábito comentar assuntos internos do PSD, nomeadamente assuntos relacionados com os órgãos a que pertenço – neste caso, a Comissão Política Distrital de Lisboa. Mas queria deixar aqui uma nota de particular apreço por uma decisão que tomámos ontem à noite, que foi a de aprovar por esmagadora maioria o nome da dr.ª Isabel Meirelles como candidata à Câmara Municipal de Oeiras.
Não estarei a violar o sigilo partidário ao admitir que o processo autárquico em Oeiras não foi fácil. O actual Presidente de Câmara foi militante do PSD muitos anos, e a sua candidatura contra o PSD em 2005 deixou feridas difíceis de sarar. No entanto, o PSD em Oeiras nunca se apagou perante o IOMAF, como outros partidos fizeram noutros concelhos em que antigos militantes seus protagonizaram candidaturas vitoriosas. Teve um bom resultado em 2005, e nunca perdeu de vista o objectivo que deve ser o seu: retomar o património político que construiu desde 1986 em Oeiras, e que não pode ser nunca confundido com uma só pessoa.
A escolha da dr.ª Isabel Meirelles para candidata inscreve-se precisamente nesse propósito: oferecer aos oeirenses uma alternativa credível, confiável e renovada a uma liderança que teve as suas virtualidades mas que hoje se encontra esgotada. E essa alternativa não poderia nunca vir de outro lado que não o PSD: o PS apresenta um sucedâneo mal sucedido da gestão de António Costa em Lisboa, um candidato sem quaisquer créditos fora da vida partidária, e sem particular ligação a Oeiras.
O PSD apresenta uma oeirense com horizontes rasgados, uma mulher com uma personalidade vincada e cativante, uma pessoa que soube afirmar-se na sociedade portuguesa pelo seu próprio valor. Por isso mesmo a dr.ª Isabel Meirelles é a candidata certa para iniciar em Oeiras um novo ciclo de desenvolvimento, que consolide a posição liderante do concelho na Área Metropolitana de Lisboa, competindo a nível europeu e mundial com os mais avançados pólos de excelência económica, social e ambiental.
Estou convicto de que hoje, os oeirenses querem virar a página. O PSD tardou, mas soube fazer a escolha que lhes permitirá fazê-lo com segurança e confiança no futuro.
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