Artigos do tema josé sócrates

Já estou por tudo.

4 de Março de 2010 | Portugal

Há quem não acredite que Sócrates possa ter telefonado ao Rei de Espanha para falar da TVI. Eu desde que soube que o Berlusconi lhe tinha ensinado a apertar o casaco, já estou por tudo.

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Obviamente, demita-o.

1 de Março de 2010 | Portugal


(Leitores de newsletter: vídeo aqui).

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Um cartaz que diz tudo

22 de Fevereiro de 2010 | PSD, Portugal

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(…) a presente complacência com os sucessivos sinais exteriores de autoritarismo representa uma perda de sensibilidade democrática, mais: é um memorando de modo como os princípios democráticos dos governados tantas vezes têm capitulado perante as circunstâncias.

Bruno Sena Martins, no Arrastão.

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Uma nova força.

22 de Janeiro de 2010 | PSD, Portugal

Do livro de Passos Coelho não falo ainda porque não o li – reservei o fim de semana para essa tarefa, possivelmente numa esplanada à beira-Tejo com um Earl Grey a fumegar à minha frente. Apenas deixar uma nota sobre o que aconteceu ontem. Entre o lançamento do livro Mudar na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos e a Grande Entrevista na RTP1, aquilo a que o país assistiu foi a uma manifestação de força.

Força política, em primeiro lugar: mais do que a enchente na sala Almada Negreiros, onde os 200 lugares sentados não chegaram para acolher sequer metade dos que lá acorreram, o que impressionou foi a abrangência do evento. Comentaram comigo o seguinte: “Pelos vistos a união do Partido fez-se hoje… está cá tudo!” De facto vi muitas caras que não esperava ver,  tanto nos notáveis como nos militantes menos mediáticos. Quererá isso dizer que todos agora apoiam Passos Coelho? Muitos apoiarão, outros não: mas todos sentiram que não podiam deixar de estar presentes. A diferença com 2008 é clara, e ainda nem estamos em campanha.

Força das ideias, em segundo lugar: não vou antecipar o conteúdo do livro – como não o fizeram Rui Ramos e Pedro Passos Coelho, oradores no lançamento de ontem – até porque como já disse ainda não o li. Mas o que resultou claro, tanto da intervenção de Passos Coelho como sobretudo da apreciação de Rui Ramos, é que o livro apresenta um caminho para o País. Um caminho delineado com base na matriz de valores que Passos Coelho construiu no seu percurso de vida. Um caminho que atenta à especificidade da situação portuguesa na sua espessura histórica e no actual contexto de transformação global. Um caminho assumidamente não-socialista, com orientações claramente alternativas aos dogmas do regime e prioridades transparentemente assumidas de reforma do Estado, das políticas sociais e da Justiça.

Por último, força anímica foi o que demonstrou Passos Coelho na sua Grande Entrevista. É certo que a entrevista se centrou excessivamente na política partidária – o que apenas poderá ser imputado à entrevistadora, que cortou cerce qualquer possibilidade de abordar temas de interesse nacional, à excepção da negociação orçamental. Mas também é certo que é nesse terreno da política pura que melhor se revelam as qualidades pessoais da liderança. Vimos um Passos Coelho firme nas suas opções, destemido face aos seus críticos, e simultaneamente aberto ao debate plural que o PSD tem de reanimar. Vimo-lo apontando claramente as suas diferenças relativamente à direcção cessante tanto no que respeita à vida interna do Partido como à condução da estratégia de oposição; mas vimo-lo sobretudo demarcando claramente as águas face ao socialista José Sócrates. E tudo isto sem resvalar para as apreciações pessoais e de carácter que têm contribuído para a podridão que afasta os portugueses da política.

Aquilo a que ontem o País assistiu foi ao início de uma nova fase na vida política portuguesa: uma fase em que esta força que é agora evidente tem a oportunidade de revitalizar o PSD para poder colocar-se ao serviço do País. Portugal bem precisa de uma nova força.

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A tampa coligatória

16 de Outubro de 2009 | Aparelho de Estado

O PS acaba de levar uma tampa de quatro partidos. Resta-lhe fazer o jogo da charneira.

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