Artigos do tema parlamento europeu

Santana e Rangel

2 de Junho de 2010 | PSD

Estou para Santana nas presidenciais como estive para Rangel nas directas: fiz campanha para que fossem eleitos para a Câmara de Lisboa e  para o Parlamento Europeu, e agradeço que exerçam os seus mandatos até ao fim.

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O trampolim inconfessável

19 de Junho de 2009 | Portugal

Mesmo estando radicado em Lisboa há vários anos, nada do que  diz respeito ao Porto me é indiferente. E confesso que sinto alguma perplexidade por uma candidata à Câmara pensar que consegue enganar os portuenses com acrobacias do género “A mobília chega segunda-feira ao Porto, num camião-tir” ou “a filha já mudou de escola”.

Mas Elisa Ferreira só se engana a si própria. Desde logo sobre o Parlamento Europeu, que nunca foi trampolim para coisa nenhuma. Mas sobretudo sobre os portuenses, povo que não engana nem consente em ser enganado. Será esse povo o trampolim bem confessável que a recambiará  para Bruxelas a novecentos à hora na noite das eleições. A mobília, essa, seguirá pela Galamas.

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Já ouvi muitas vezes este qualificativo ser aposto a Pedro Santana Lopes. Mas desse ponto de vista, nunca percebi muito bem o que é que o distingue de tantos outros políticos. Nos últimos 10 anos, Santana foi Presidente da Câmara de Figueira da Foz, Presidente da Câmara de Lisboa, Primeiro-Ministro e deputado. Cumpriu o mandato na Figueira da Foz. Interrompeu o mandato em Lisboa para assumir o lugar de Primeiro-Ministro, regressando à Câmara após as legislativas para concluir o mandato. Cumpriu o mandato de deputado.

Comparemos agora com um exemplo ao acaso: António Costa. Nos últimos 10 anos, foi Ministro da Justiça, deputado, deputado europeu, Ministro da Administração Interna e Presidente da Câmara de Lisboa. Cumpriu o mandato de Ministro da Justiça. Interrompeu o mandato de deputado para se candidatar ao Parlamento Europeu. Interrompeu o mandato de deputado europeu para assumir o lugar de Ministro da Administração Interna. Abandonou o Governo para se candidatar à Câmara de Lisboa.

Já sei o que distingue Santana Lopes de António Costa quanto a mandatos interrompidos. Ele tem a fama, António Costa tem o proveito.

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A eurodeputada socialista Ana Gomes fez hoje um ataque cerrado a Pedro Santana Lopes, acusando-o de “parolice”, “provincianismo abjecto” e despesismo por tentar contratar o arquitecto Frank Gery para remodelar o Parque Mayer em Lisboa.

As críticas ao ex-presidente da Câmara de Lisboa, que agora volta a candidatar-se à presidência da autarquia da capital, foram feitas durante um encontro de candidatos socialistas ao Parlamento Europeu [em Leça da Palmeira] com arquitectos da escola do Porto.

Expresso Online.

adenda: sobre este assunto ler também o que escreve Helena Matos no Blasfémias. Excerto: o mais espantoso na argumentação de Ana Gomes é esta ideia de que se Santana tivesse contratado um arquitecto português já não havia problema. Enfim quando uns operários ingleses disseram isto chamaram-lhes o quê?

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Ai, Bruxelas

23 de Maio de 2009 | Pessoal

A pena que eu tive de não ir ao Parlamento Europeu a expensas de deputados (mais do que um) no fim do mandato” com o “numeroso grupo de autores de blogues” (por exemplo, esteeste) convidado pelo Grupo Parlamentar do PSD. Desde logo, perdi três dias muito bem preenchidos, como se pode ver pelos relatos circunstanciados do Leonel Vicente (links aqui). Mas sobretudo, perdi uma excelente oportunidade de “contribuir e muito para reforçar um falso debate, viciado à partida por ter um só lado”. E como eu gosto de contribuir para tudo o que pareça viciado e falso aos puros olhos de Pacheco Pereira, senhores!

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Tem bom remédio

9 de Maio de 2009 | Portugal

Já em campanha autárquica, Elisa Ferreira garante que não quer nem saber do Parlamento Europeu, como as citações abaixo abundantemente demonstram:

“Vou só dar o nome e volto”

“Sinceramente, eu quero vir para o Porto. Quero-vos pedir que me ajudem a conquistar a Câmara do Porto. O meu objectivo é sair de onde estou e trabalhar para a cidade”

Se o objectivo é sair de onde está, tem bom remédio: é só não se recandidatar. Mas Elisa Ferreira e o PS preferem tomar os eleitores portuenses por parvos. Nunca ninguém se deu bem ao tomar os portuenses por parvos.

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