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	<title>Vasco Campilho &#187; Partidos</title>
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		<title>As novas regras do jogo</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 09:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Portugal não está habituado a uma democracia parlamentar genuína. Nesta legislatura todos terão que interiorizar as novas regras do jogo. O nosso regime semi-presidencial teve muito poucos períodos de verdadeiro pendor parlamentar. Até 1982, o poder presidencial e militar limitava a esfera de influência do poder civil democrático. Entre 1983 e 1987, o Parlamento tornou-se [...]]]></description>
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<p><strong>Portugal não está habituado a uma democracia parlamentar genuína. Nesta legislatura todos terão que interiorizar as novas regras do jogo.<span id="more-2541"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O nosso regime semi-presidencial teve muito poucos períodos de verdadeiro pendor parlamentar. Até 1982, o poder presidencial e militar limitava a esfera de influência do poder civil democrático. Entre 1983 e 1987, o Parlamento tornou-se mais central na vida política portuguesa, mas a instabilidade que vinha do período anterior manteve-se.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">As maiorias absolutas do PSD acentuaram o papel das eleições legislativas como eleições para Primeiro-Ministro e remeteram o Parlamento para um papel secundário na definição das políticas públicas. Regressado ao poder em 1995, o PS não alterou a preponderância governamental no sistema político.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">Mas a despolarização do actual quadro parlamentar obriga a essa alteração: o poder de decidir as grandes orientações nacionais vai regressar às bancadas do Parlamento, porque não há uma bancada maioritária disposta a cedê-lo ao Governo. O primeiro-ministro, habituado a ser um grande timoneiro, vai ter de passar a ser um grande negociador.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">A questão que se coloca é como alterar um modo de governação que durou mais de vinte anos sem regressar à instabilidade que o antecedeu? Na ausência de ajustes de cariz institucional &#8211; e recorde-se que a legislatura que agora se inicia tem poderes constituintes &#8211; teremos de esperar que as forças políticas ajustem os seus comportamentos às novas regras do jogo.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">Não sejamos ingénuos: não há partido, no Governo ou na oposição, que se &#8220;porte bem&#8221; se tal não corresponder ao seu interesse. Aquilo que se espera é que os nossos líderes políticos tenham uma visão um pouco mais abrangente desse mesmo interesse. Que defendam a reputação cada vez mais desgastada do regime democrático e dos seus agentes. Que compreendam que não serve a ninguém herdar um país em escombros. Que temam a severidade dos portugueses perante quem não demonstrar que para além do seu nariz, vê o País.</p>
<p><!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></p>
<p style="text-align: justify;">Se esta visão do interesse próprio prevalecer, poderemos contar com uma legislatura que dê resultados ao País. Mas se prevalecerem as vistas curtas do tacticismo, venha o Presidente e dissolva. O mais depressa possível.</p>

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		<title>A instabilidade congénita da XIª Legislatura</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Se no tocante à hegemonia do PS, que já havia entrevisto <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/um-ps-hegemonico/">aqui</a>, senti a necessidade de retocar a caracterização que dela havia feito tendo em conta os resultados das eleições legislativas, no que respeita à acrescida instabilidade governativa <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/sem-categoria/da-hegemonia-partidaria-a-instabilidade-sistemica/">não mudo uma vírgula ao que já dizia em Fevereiro,</a> e que abaixo reproduzo:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px">No sistema partidário português, a hegemonia do PS é um cenário que vai de par com uma tendência a uma maior instabilidade governativa. Esta instabilidade governativa tem dois aspectos: instabilidade de governo, e instabilidade de governação.</p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px"> </p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px">Por instabilidade de governo entendo a incapacidade de manter governos de legislatura ou de manter a estabilidade do suporte parlamentar do governo. No cenário acima descrito, é o próprio grau de liberdade do PS que incentiva à instabilidade, ao dificultar a relação de confiança com qualquer parceiro de coligação. A alternativa dos acordos pontuais (vulgo queijos limianos) seria tão irresistível para o PS que nenhum partido arriscaria o seu crédito político numa coligação durável com o partido hegemónico. Nestas condições, qualquer acordo de governo teria sempre reservas mentais dos dois lados, e acabaria por não durar uma legislatura (como, curiosamente, nenhuma coligação até agora durou em Portugal).</p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px"> </p>
<p style="text-align: justify;margin-left: 40px">Por instabilidade de governação entendo a instabilidade na direcção imprimida aos assuntos de Governo. Quando um sistema de partidos é dominado por um partido charneira, a governação deixa de ser apenas função de um partido ou de uma coligação de partidos para passar a estar condicionada às flutuações da relação entre o partido hegemónico e os restantes partidos. Assim, não apenas a aplicação do programa eleitoral do partido vencedor terá de ser negociada com os restantes partidos, como essa negociação favorece sempre os partidos de menor dimensão, o que lhes dá um peso mais do que proporcional na condução dos assuntos do governo.</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify">É esta instabilidade que está inscrita nos genes da XIª Legislatura, e que bem pode determinar a antecipação do seu termo. Ou não. A vida política dá muitas voltas, e vêm aí tempos interessantes.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Se no tocante à hegemonia do PS, que já havia entrevisto <a  href="http://vascocampilho.net/portugal/um-ps-hegemonico/">aqui</a>, senti a necessidade de retocar a caracterização que dela havia feito tendo em conta os resultados das eleições legislativas, no que respeita à acrescida instabilidade governativa <a  href="http://vascocampilho.net/sem-categoria/da-hegemonia-partidaria-a-instabilidade-sistemica/">não mudo uma vírgula ao que já dizia em Fevereiro,</a> e que abaixo reproduzo:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; ">No sistema partidário português, a hegemonia do PS é um cenário que vai de par com uma tendência a uma maior instabilidade governativa. Esta instabilidade governativa tem dois aspectos: instabilidade de governo, e instabilidade de governação.</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "> </p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; ">Por instabilidade de governo entendo a incapacidade de manter governos de legislatura ou de manter a estabilidade do suporte parlamentar do governo. No cenário acima descrito, é o próprio grau de liberdade do PS que incentiva à instabilidade, ao dificultar a relação de confiança com qualquer parceiro de coligação. A alternativa dos acordos pontuais (vulgo queijos limianos) seria tão irresistível para o PS que nenhum partido arriscaria o seu crédito político numa coligação durável com o partido hegemónico. Nestas condições, qualquer acordo de governo teria sempre reservas mentais dos dois lados, e acabaria por não durar uma legislatura (como, curiosamente, nenhuma coligação até agora durou em Portugal).</p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "> </p>
<p style="text-align: justify; margin-left: 40px; ">Por instabilidade de governação entendo a instabilidade na direcção imprimida aos assuntos de Governo. Quando um sistema de partidos é dominado por um partido charneira, a governação deixa de ser apenas função de um partido ou de uma coligação de partidos para passar a estar condicionada às flutuações da relação entre o partido hegemónico e os restantes partidos. Assim, não apenas a aplicação do programa eleitoral do partido vencedor terá de ser negociada com os restantes partidos, como essa negociação favorece sempre os partidos de menor dimensão, o que lhes dá um peso mais do que proporcional na condução dos assuntos do governo.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">É esta instabilidade que está inscrita nos genes da XIª Legislatura, e que bem pode determinar a antecipação do seu termo. Ou não. A vida política dá muitas voltas, e vêm aí tempos interessantes.</p>]]></content:encoded>
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		<title>PS: uma hegemonia negativa</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 11:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Com as últimas legislativas, ocorreu uma mudança sistémica na vida política portuguesa. Há uns meses largos, <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/tag/hegemonia/">especulei sobre o que poderia resultar dessa mudança</a> que já se adivinhava. Apontei então aqueles que me pareceram ser os dois traços centrais que caracterizariam o novo sistema de partidos: <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/"><i><b>1)</b></i> a hegemonia do PS no sistema partidário e <i><b>2)</b></i> uma acrescida instabilidade governativa.</a></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify">À luz dos resultados das eleições, não vejo razões para rever esta caracterização. O factor essencial que determina a hegemonia de um partido no sistema é que nenhum outro partido esteja em condições de formar maioria sem ele: sob esse ponto de vista, o PS é claramente hoje um partido hegemónico em Portugal. Mas hegemonia não significa omnipotência. Desde logo porque a margem de vitória do PS sobre o PSD é bem inferior aos 10% vaticinados há 8 ou 9 meses, o que não permite apostar numa eternização hegemónica. Mas sobretudo, o potencial coligacional do PS é muito inferior ao que era expectável no início do ano: no actual quadro parlamentar, só o PSD e o CDS podem isoladamente fazer maioria com o PS, sendo que não há garantias que qualquer um dos dois partidos se queira prestar ao papel de parceiro da governação socialista.</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify">Estamos portanto numa situação em que o PS, não obstante a sua condição de vencedor das eleições e de partido hegemónico, detém essencialmente um poder negativo: o de inviabilizar qualquer maioria que não o inclua. Mas para viabilizar uma maioria que garanta uma governação estável é preciso um poder que o PS não tem. Esta é uma hegemonia negativa.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Com as últimas legislativas, ocorreu uma mudança sistémica na vida política portuguesa. Há uns meses largos, <a href="http://vascocampilho.net/tag/hegemonia/">especulei sobre o que poderia resultar dessa mudança</a> que já se adivinhava. Apontei então aqueles que me pareceram ser os dois traços centrais que caracterizariam o novo sistema de partidos: <a href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/"><em><strong>1)</strong></em> a hegemonia do PS no sistema partidário e <em><strong>2)</strong></em> uma acrescida instabilidade governativa.</a></p>
<p style="text-align: justify; "></p>
<p style="text-align: justify; ">À luz dos resultados das eleições, não vejo razões para rever esta caracterização. O factor essencial que determina a hegemonia de um partido no sistema é que nenhum outro partido esteja em condições de formar maioria sem ele: sob esse ponto de vista, o PS é claramente hoje um partido hegemónico em Portugal. Mas hegemonia não significa omnipotência. Desde logo porque a margem de vitória do PS sobre o PSD é bem inferior aos 10% vaticinados há 8 ou 9 meses, o que não permite apostar numa eternização hegemónica. Mas sobretudo, o potencial coligacional do PS é muito inferior ao que era expectável no início do ano: no actual quadro parlamentar, só o PSD e o CDS podem isoladamente fazer maioria com o PS, sendo que não há garantias que qualquer um dos dois partidos se queira prestar ao papel de parceiro da governação socialista.</p>
<p style="text-align: justify; "></p>
<p style="text-align: justify; ">Estamos portanto numa situação em que o PS, não obstante a sua condição de vencedor das eleições e de partido hegemónico, detém essencialmente um poder negativo: o de inviabilizar qualquer maioria que não o inclua. Mas para viabilizar uma maioria que garanta uma governação estável é preciso um poder que o PS não tem. Esta é uma hegemonia negativa.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Mudança sistémica</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 08:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify">Há uns meses largos, fiz uma série de posts (<a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/">este</a>, <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/">este</a>, <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/hegemonia-partidaria-uma-perspectiva-historica/">este</a> e <a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/hegemonia-partidaria-uma-perspectiva-historica/">este</a>) sobre o sistema de partidos português, baseados nas sondagens da altura. O ponto de partida da minha análise era o seguinte:</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="margin-left: 40px;text-align: justify"><i><a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/">Do ponto de vista sistémico, importa pouco saber se é o PS ou o PSD que vai à frente. Importa muito mais saber se o bipartidarismo imperfeito que assegurou alguma estabilidade governativa desde 1987 tem condições para se manter ou não. No meu entender, </a><b><a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/">o ponto crítico são os 70% de intenções de voto:</a></b><a target="_blank" href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/"> se o conjunto PSD-PS baixar desse nível, estaremos face a uma mudança sistémica na vida política portuguesa.</a></i></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify">A soma do conjunto PSD-PS nas eleições de ontem foi 65,65% dos votos expressos. A mudança sistémica acabou de ocorrer.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Há uns meses largos, fiz uma série de posts (<a  href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/">este</a>, <a  href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/">este</a>, <a  href="http://vascocampilho.net/portugal/hegemonia-partidaria-uma-perspectiva-historica/">este</a> e <a  href="http://vascocampilho.net/portugal/hegemonia-partidaria-uma-perspectiva-historica/">este</a>) sobre o sistema de partidos português, baseados nas sondagens da altura. O ponto de partida da minha análise era o seguinte:</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="margin-left: 40px; text-align: justify; "><i><a  href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/">Do ponto de vista sistémico, importa pouco saber se é o PS ou o PSD que vai à frente. Importa muito mais saber se o bipartidarismo imperfeito que assegurou alguma estabilidade governativa desde 1987 tem condições para se manter ou não. No meu entender, </a><b><a  href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/">o ponto crítico são os 70% de intenções de voto:</a></b><a  href="http://vascocampilho.net/portugal/sistema-de-partidos-uma-actualizacao/"> se o conjunto PSD-PS baixar desse nível, estaremos face a uma mudança sistémica na vida política portuguesa.</a></i></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">A soma do conjunto PSD-PS nas eleições de ontem foi 65,65% dos votos expressos. A mudança sistémica acabou de ocorrer.</p>]]></content:encoded>
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		<title>E Lisboa?</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><a target="_blank" href="http://fotos.sapo.pt:80/cVZu2GrGeCF4b2L43ma1"><img width="500" height="116" border="0" style="border-color:black" alt="" src="http://fotos.sapo.pt:80/cVZu2GrGeCF4b2L43ma1/s320x240" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify">Na cidade de Lisboa, tanto o PPD/PSD como o CDS/PP obtiveram um assinalável crescimento nas legislativas de 2009. A 15 dias das eleições autárquicas, a soma dos dois principais partidos que compõem a coligação Lisboa com Sentido é de 40,3%, claramente à frente do Partido Socialista com 34,8%, e muito próxima do nível que permitiria alcançar a maioria absoluta na Câmara e na Assembleia Municipal. É certo que se trata de duas eleições diferentes. Mas não deixa de ser um indicador encorajante para a campanha que agora começa. Queremos devolver o sentido a Lisboa. Temos duas semanas para conquistar o direito de tentar.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a  href="http://fotos.sapo.pt:80/cVZu2GrGeCF4b2L43ma1"><img width="500" height="116" border="0" style="border-color:black;" alt="" src="http://fotos.sapo.pt:80/cVZu2GrGeCF4b2L43ma1/s320x240" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify; ">Na cidade de Lisboa, tanto o PPD/PSD como o CDS/PP obtiveram um assinalável crescimento nas legislativas de 2009. A 15 dias das eleições autárquicas, a soma dos dois principais partidos que compõem a coligação Lisboa com Sentido é de 40,3%, claramente à frente do Partido Socialista com 34,8%, e muito próxima do nível que permitiria alcançar a maioria absoluta na Câmara e na Assembleia Municipal. É certo que se trata de duas eleições diferentes. Mas não deixa de ser um indicador encorajante para a campanha que agora começa. Queremos devolver o sentido a Lisboa. Temos duas semanas para conquistar o direito de tentar.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Ecologia política: da importância da biodiversidade</title>
		<link>http://vascocampilho.net/psd/ecologia-politica-da-importancia-da-biodiversidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="margin: 5px 10px;" src="http://www.marineaccessoriesplus.net/wp-content/uploads/2009/04/biodiversity2.jpg" alt="" height="160" />Interessante <a target="_blank" href="http://agrandealface.wordpress.com/2009/06/24/so-no-fim-e-que-se-vai-perceber/" target="_blank">esta reflexão do Afonso Azevedo Neves</a> sobre o carácter darwinista da ecologia partidária. De facto, na sua dimensão eleitoral os partidos funcionam como filtros de candidaturas: só sobrevivem e progridem na actividade política aqueles que são capazes de passar pelo processo de filtragem. Mas se o processo for demasiado homogeneizador da representação partidária,<strong> o que se ganha em coesão perde-se em abrangência </strong>e em capacidade de adaptação a novas circunstâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Há aqui outra dimensão que convém ter em atenção, que é a da própria natureza do processo de filtragem. Este pode ser <strong>mais cooptativo ou mais negocial,</strong> mais centralizado ou mais descentralizado, mais centrípeta ou mais centrífugo. Não se pode dizer que um processo cooptativo seja forçosamente mais homogeneizador que um processo negocial: isso tem ainda a ver com o nível de coesão daquilo a que se chama a coligação dominante dentro do partido. Mas também é evidente que o nível máximo de homogeneidade se atinge em partidos monolíticos que privilegiam processos de cooptação pura, enquanto que o nível máximo de diversidade se atinge em partidos faccionalistas que privilegiam processos de conflito e negociação para escolher os seus candidatos a cargos electivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Portugal, temos pelo menos um partido que corresponde ao caso extremo de homogeneidade: o PCP. Todos os outros partidos andam em águas mais moderadas neste aspecto. <strong>O PSD, em particular, sempre teve uma vida interna de carácter centrífugo,</strong> em que de processos de conflito e negociação em geometria variável <span id="more-1669"></span>emergiam as figuras mais capazes de passar o filtro e se tornar candidatos a presidentes de câmara ou deputados. Em contrapartida reconheceu-se à liderança do Partido um carácter de <em>veto player,</em> bem como uma alargada margem de iniciativa na escolha de candidatos.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é que acontece num partido desta natureza quando se contraria o carácter centrífugo da sua vida interna? Basicamente, a secagem das alternativas de sucessão. Num partido que nunca teve tradição de lideranças cooptadas, <strong>as alternativas de sucessão surgem por afirmação de uma singularidade pessoal e política. </strong>Ao negar espaço para essas afirmações, põe-se em causa o sucesso do partido a médio prazo, dificultando a emergência de novas lideranças  fortes no futuro. Quanto ao carácter centrífugo da vida interna, a sua supressão é uma ilusão: ele reemerge mal a possibilidade aparece, e em geral no próprio seio da coligação dominante.</p>
<p style="text-align: justify;">No PSD, viveu-se este cenário durante o consulado de Cavaco Silva: a liderança do actual Presidente da República foi forte e eficaz, em particular ao nível governativo. Mas o desfasamento entre o seu modo de operar e a cultura <img class="alignright" style="margin: 5px 10px;" src="http://fotos.sapo.pt/9iSSaNUCMFQB34QuaC50/s320x240" alt="" width="220" height="160" />do partido resultou num enfraquecimento persistente do PSD, tanto a nível eleitoral como a nível organizacional, após um processo sucessório falhado. Convinha não repetir o erro. Até porque <strong>há muito tempo que o PSD não estava tão bem do ponto de vista da sua ecologia interna.</strong> O PSD precisa de uma liderança forte e sem receio de se afirmar: tem-na. Mas também precisa de intervenientes políticos com capacidade, visão e espaço para se afirmarem autonomamente no partido e na sociedade: felizmente, também os tem. Estão portanto reunidas as condições para um PSD liderante na sociedade portuguesa. Saibam todos  os protagonistas compreendê-lo e agir em consequência.</p>

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		<title>A forma e o conteúdo</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 09:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><img src="http://th07.deviantart.com/fs40/300W/i/2009/017/b/4/Fetal_Position_by_bentolman.jpg" border="0" alt="" hspace="10" width="200" height="321" align="left" />No tocante a formas de governo, a minha posição caracteriza-se por um convicto <em>je-m&#8217;en-foutisme.</em>Vivendo em República, não me ocorre mexer uma palha para restaurar a Monarquia; da mesma forma se vivesse em Monarquia não m&#8217;alembraria promover a implantação da República. Conquanto o conteúdo democrático e liberal do sistema político esteja garantido, a forma de governo pouco me interessa.</p>
<p style="text-align: justify;">Não obstante esta indiferença de princípio, interessam-me reflexões como <a target="_blank" href="http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2009/04/da-monarquia-constitucional.html" target="_blank">esta</a> do  republicano Rui Albuquerque sobre os benefícios da monarquia constitucional para o Portugal contemporâneo. Tenho dúvidas de que se trate de um ovo de Colombo: não vejo que a monarquia, instituição tradicional e orgânica por excelência, possa ressuscitar após um hiato de cem anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas partilho do objectivo que orienta a busca de Rui Albuquerque: o de ajudar a República a sair dela própria; o de arrancar o regime democrático português do estado de ensimesmamento em que se tem vindo a atolar legislatura após legislatura; o de forçar o sistema político a olhar para além do seu umbigo de São Bento e a respirar para além dos partidos e dos ciclos eleitorais. Conquanto o conteúdo democrático e liberal do sistema político esteja garantido, a forma de governo pouco me interessa. Mas quando o conteúdo democrático e liberal do sistema político dá sinais de se alterar, é prudente verificar se a embalagem que o enforma ainda se encontra em boas condições. <em>Institutions matter.</em></p>

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		<title>Façam favor de se servir</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 09:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://z.about.com/d/britishfood/1/0/F/-/-/-/porridge.jpg" border="0" alt="" width="250" height="165" align="top" /></p>
<p style="text-align: justify;">O amido de milho nunca foi a papa da minha infância: o que mais havia em casa era Nestum, Cérélac, ou flocos da Nacional. Ocasionalmente a minha mãe lá me cozia uma dita cuja para o lanche. Nesses dias era uma festa. Recordo com especial nostalgia o rapar do tacho&#8230; bons tempos. Só mais tarde me apercebi que se tivesse passado a minha infância a comer a papa  recomendada para engordar currículos, hoje poderia ser deputado da Nação, quiçá até secretário de Estado. As minhas papas foram outras: eis-me portanto blogger.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto blogger, nunca escondi as minhas motivações políticas, de tal forma que  tenho sido regularmente referido como um blogger do PSD. O que não deixa de ser verdade. Mas acho sempre muito curiosa a forma como a maior parte das pessoas encara o apoio a um partido: é como se por se comprometer politicamente uma pessoa deixasse de pensar. Já me aconteceu dizerem-me: <em>&#8220;ah mas tu pensas isso porque és do PSD.&#8221;</em> Dá-me sempre vontade de responder: <em>&#8220;não, eu sou do PSD porque penso isto.&#8221;</em> Uma diferença tão óbvia e tão mal compreendida.</p>
<p style="text-align: justify;">Evidentemente, apoiar um partido, dar a cara por um projecto político, atravessar-se por uma candidatura, tem custos. Custos em (des)ilusão, que os mais cínicos dirão inevitável e que os mais realistas sabem ser provável. Custos em simpatia, porque não se pode agradar a toda a gente quando se assume escolhas.claras. Custos em liberdade, porque há sempre uma margem que se tem de ceder em troca da força que o colectivo empresta. Na política como em tudo, cabe a cada um saber os custos que está disposto a assumir.</p>
<p style="text-align: justify;">A contrapartida desses custos é poder agir em nome de convicções a uma escala que ultrapassa largamente a esfera individual. E isso é o que eu tenho vindo a fazer desde que ingressei no PSD há uns quatro anos. Até agora, parece-me que fiz um bom negócio: aprendi muito e ainda não me desiludi em excesso; conheci imensa gente e ainda não perdi amigos por causa de política; e dei muito pouca liberdade em troca de bastante &#8220;acção&#8221; (felizmente, não no sentido chucknorriano do termo).</p>
<p style="text-align: justify;">O partido é perfeito? Não há partidos perfeitos. Mas para além de acolher adequadamente as minhas perspectivas políticas, o PSD é o único instrumento disponível para afastar do poder o nosso governo-Potemkine. Assim sendo, convido todos os que estão empenhados em fazer acontecer uma real mudança de protagonistas e de políticas em Portugal a servir-se do PSD sem moderação. A boa notícia é que podemos começar a fazê-lo já a 7 de Junho.</p>

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		<title>O Bloco Central de Pacheco Pereira</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 21:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Está cada vez mais difícil levar Pacheco Pereira a sério. A sua recente incursão pelo humor indicia, aliás, novas e aliciantes perspectivas de carreira: com base no que já produziu, as Producções Fictícias não o enjeitariam como guionista d&#8217;Os Contemporâneos. Já as suas perspectivas como analista político-mediático me parecem cada vez mais sombrias. O último exemplo [...]]]></description>
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<div class="title" style="text-align: justify;">Está cada vez mais difícil levar Pacheco Pereira a sério. A sua <a target="_blank" href="http://abrupto.blogspot.com/2009/05/como-se-fazem-as-coisas-uma-ficcao.html" target="_blank">recente incursão pelo humor</a> indicia, aliás, novas e aliciantes perspectivas de carreira: com base no que já produziu, as Producções Fictícias não o enjeitariam como guionista d&#8217;Os Contemporâneos. Já as suas perspectivas como analista político-mediático me parecem cada vez mais sombrias.</div>
<p style="text-align: justify;">O último exemplo de análise fantasista é a série de posts &#8220;O Bloco Central dos Jornalistas&#8221; (<a target="_blank" href="http://abrupto.blogspot.com/2009/05/o-bloco-central-dos-jornalistas-1-para.html" target="_blank">aqui</a>, <a target="_blank" href="http://abrupto.blogspot.com/2009/05/o-bloco-central-dos-jornalistas-2-mas.html" target="_blank">aqui</a> e <a target="_blank" href="http://abrupto.blogspot.com/2009/05/o-bloco-central-dos-jornalistas-3.html" target="_blank">aqui</a>). A reflexão pachequiana sobre o tema parte da seguinte perplexidade: <em>&#8220;porquê esta obsessão nos órgãos de comunicação social por uma matéria de arranjo político puramente hipotético?&#8221;</em> A resposta é a <a target="_blank" href="http://www.google.pt/search?as_q=&amp;hl=pt-PT&amp;num=10&amp;btnG=Pesquisa+do+Google&amp;as_epq=pack+journalism&amp;as_oq=&amp;as_eq=&amp;lr=&amp;cr=&amp;as_ft=i&amp;as_filetype=&amp;as_qdr=all&amp;as_occt=any&amp;as_dt=i&amp;as_sitesearch=abrupto.blogspot.com&amp;as_rights=&amp;safe=images" target="_blank">do costume:</a> a culpa é dos malandros dos jornalistas que, vejam lá, andam por aí em matilha e até falam uns com os outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Pacheco Pereira, só se fala em Bloco Central em Portugal porque os jornalistas não têm mais nada que fazer do que inventar cenários  e torturar políticos até que lhes escape alguma frase sobre o assunto. Pior: sobre essas frases, atrevem-se a fazer - <em>horresco referens!</em> &#8211; interpretações. Se fizessem decentemente o seu trabalho, os srs. jornalistas deviam limitar-se a reportar o que os políticos dizem sobre os cenários de que lhes interessa falar. De outra forma, estarão a fazer prova de uma <em>&#8220;teimosia corporativa em manter temas de uma agenda própria, autónomas do espaço exterior político e social.&#8221;*</em></p>
<p style="text-align: justify;">Pelos vistos não ocorre a Pacheco Pereira que, nas redacções,  há pessoas que sabem pensar pela sua cabeça.  Pessoas que percebem que, se nenhum partido obtiver uma maioria parlamentar &#8211; como as sondagens actualmente indicam -  vai ter de haver entendimentos para viabilizar o próximo Governo. Pessoas que compreendem que, por mais que os partidos pretendam salvaguardar a sua margem de manobra e a sua capacidade de mobilização pré-eleitoral, há interesse jornalístico em questioná-los sobre diferentes cenários pós-eleitorais. Ora, não é a esses jornalistas que compete excluir o cenário &#8220;Bloco Central&#8221; do debate. É aos partidos que compete posicionar-se com clareza quanto a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Haverá quem pense que é em defesa de Manuela Ferreira Leite e do PSD que Pacheco Pereira inventa análises deste calibre.  Mas nem o partido nem a sua líder beneficiam com tentativas de intimidar a comunicação social. Neste tema como em todos, o PSD deve levar a sério a política de verdade. E a verdade é que  independentemente das pressões que possa vir a haver, o PSD tem excelentes razões para recusar participar num Bloco Central.  Basta <a target="_blank" href="http://psicolaranja.blogs.sapo.pt/358891.html" target="_blank">explicá-las,</a> e todos as entenderão. A vitimização é que não leva a lado nenhum.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">_____________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">* Pergunto-me o que diria Pacheco Pereira da cobertura do caso Freeport se ela fosse guiada por este tipo de critério. Será que o célebre DVD fazia parte da agenda do espaço exterior político e social antes da sua existência ser divulgada?</p>

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		<title>Ler os outros</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 12:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Política “à la portugaise” A coisa por cá anda animada, especialmente pelas hostes mais à esquerda. Depois da vergonha que foi o desfile do 1º de Maio e, particularmente, das cobardes agressões a Vital Moreira por gente que de democrata tem muito pouco, iniciou-se a novela do “tu-é-que-me-deves-um-pedido-de-desculpa” entre PS e PCP. Pelos vistos, a rapaziada [...]]]></description>
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<h3>Política “à la portugaise”</h3>
<blockquote><p>A coisa por cá anda animada, especialmente pelas hostes mais à esquerda. Depois da vergonha que foi o desfile do 1º de Maio e, particularmente, das cobardes agressões a Vital Moreira por gente que de democrata tem muito pouco, iniciou-se a novela do “<a target="_blank" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378132" target="_blank">tu-é-que-me-deves-um-pedido-de-desculpa</a>” <a target="_blank" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378118" target="_blank">entre PS e PCP</a>. Pelos vistos, a rapaziada do BE também por lá andava mas calaram-se, na esperança de que a coisa lhes passasse ao lado. <a target="_blank" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378806&amp;idCanal=23" target="_blank">Não passou.</a><br />
Entretanto, o Governo através de um seu assalariado <a target="_blank" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378564&amp;idCanal=12" target="_blank">resolveu entrar na campanha das europeias</a>. Não satisfeitos, entra <a target="_blank" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378677" target="_blank">Manuel Pinho à carga com a elevação a que já nos vai habituando</a>.<br />
No meio de tudo isto, <a target="_blank" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378857&amp;idCanal=12" target="_blank">Manuel Alegre convoca os seus apoiantes para decidir se fica ou sai do PS</a> e <a target="_blank" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378852&amp;idCanal=12" target="_blank">João Cravinho pede ajuda ao Presidente da República</a> a propósito da lei de financiamento dos partidos.<br />
Finalmente, o camarada Vital diz-nos hoje que prepara a campanha “<a target="_blank" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378819" target="_blank">longe do insulto e baseada em propostas</a>”. Acho bem, já era mais que hora de se ouvirem algumas ideias do senhor. Vamos esperar para avaliar a qualidade das mesmas.<br />
Enfim, “é uma esquerda portuguesa com certeza”.</p></blockquote>
<p>Pedro Folgado, no <a target="_blank" href="http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/1274667.html" target="_blank">Câmara de Comuns.</a></p>

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