4 de Outubro de 2009 | PSD
Ainda sobre a vida interna do PSD na página 10 do Expresso, há uma passagem que merece ser relevada:
O resultado do PSD em Lisboa não é dispiciendo (sic). O partido sabe que terá a maioria das câmaras e que cantará vitória. Mas se Santana perder na capital (tendo sido uma escolha da líder contra a vontade de muitos), Manuela dá trunfos aos adversários. Se ganhar, aviva a segunda vitória nas três eleições que teve de gerir num ano.
Curioso raciocínio. Se os militantes de Lisboa dessem crédito à tese, temeria pela campanha de Santana Lopes.

Primeiro calou-se o Zé-que-fazia-falta. Depois calou-se a Helena-que-não-está-disponível-para-aritméticas. Entretanto o Rúben de Carvalho e o Luís Fazenda não estão calados: estão desaparecidos, coitados (alvíssaras a quem os encontrar). Tudo a correr bem, portanto. Tudo? Tudo não: este chato não se cala.
Ouça lá, psht, ó chefe! mais vale não abrir a boca. Irra que já não se pode limpar umas eleições sossegado...
Azarucho: as eleições não se limpam, ganham-se. E a mandar calar os adversários, também se podem perder.

Esta noite Pedro Santana Lopes jantou com uns 800 taxistas. Apresentou-lhes as suas propostas para melhorar o trânsito em Lisboa. Os desnivelamentos Picoas-Saldanha e Campo Grande-Av. Padre Cruz mereceram particular aplauso. Pudera. Eles sabem o que faz falta.

...quem bom de mim fará.

Ontem ao fim da tarde, Pedro Santana Lopes apresentou o seu programa para a mobilidade. Cheguei mesmo a tempo para o ouvir: o mesmo é dizer que já não ouvi a bastante elogiada intervenção de António Carlos Monteiro. Fui traído pela pontualidade pouco habitual em iniciativas deste género, quiçá incentivada pelo Portugal-Hungria que começava às 19h45.
Da intervenção de Santana Lopes, sublinho a recusa terminante em entrar na conversa do Metro a pataco e a crítica contundente à política de mobilidade do actual executivo, cujo carácter desastroso culmina no estrangulamento da Ribeira das Naus. Como alternativa, Santana propõe que finalmente a Autoridade Metropolitana de Transportes assuma a condução do planeamento da rede de transportes públicos à escala metropolitana: só nesse fórum politicamente concertado e tecnicamente apetrechado se podem tomar decisões com a escala e o peso de uma expansão do Metropolitano.
Quanto a projectos de carácter municipal, honra seja feita à coerência de Pedro Santana Lopes: o desnivelamento e a fluidificação do Eixo Central de Lisboa continuam a ser a sua primeira prioridade. Ontem, apresentou em complemento ao túnel Picoas-Saldanha um novo projecto de desnivelamento Campo Grande-Av. Padre Cruz, no sentido Sul-Norte: exactamente o que é preciso para descongestionar a saída de Lisboa. Outro projecto emblemático é o reordenamento da Praça de Espanha, suprimindo o eixo central e passando esta a funcionar como uma rotunda, o que elimina conflitos de tráfego e devolve uma ampla placa central ajardinada à fruição dos lisboetas.
Aqui temos três projectos exequíveis. Se forem concretizados, a vida dos lisboetas melhorará. Lisboa precisa de quem (os) faça.
(...) É mesmo de metro a pataco que tem de se falar quando se vê o Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa 2010-2020. Um plano que prevê duplicar em dez anos uma rede que demorou 50 anos a construir, sem que nada tenha sido feito para recapitalizar a empresa. Um plano que expande o Metro paralelamente à linha de Sintra na Amadora, no que constitui um gigantesco desperdício de recursos públicos. Um plano que leva o Metro até ao Infantado, em Loures, mas que deixa de fora toda a zona ocidental de Lisboa. Um plano que leva o metro ao aeroporto da Portela aprovado pelo mesmo governo que pretende fechá-lo. (...)
Mais aqui.