
Este já não é o PS de Raúl Rego.
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Carlos Zorrinho vai abrir as Conferências TED em Portugal, no próximo dia 18 de Setembro, interrompendo assim a sua campanha eleitoral em Évora apenas a 9 dias de eleições. Fontes próximas do orador asseguram que o tema da sua intervenção será "Como Fazer Transmissões Online Bem Sucedidas". É verdade que o Coordenador do Plano Tecnológico tem currículo na matéria.
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A #blogconf organizada pelo deputado do PS Jorge Seguro e moderada pelo jornalista Paulo Querido, em que José Sócrates debateu com 20 bloggers na passada segunda-feira, ficou marcada pela ausência de transmissão vídeo em directo, não obstante terem sido reunidas as condições técnicas para que ela tivesse lugar (equipa de filmagem com 3 câmaras e serviço de transmissão da responsabilidade do SAPO). No meu anterior post sobre o assunto, tinha apurado o seguinte sobre o sucedido:
Nesse mesmo post, coloquei as seguintes questões à organização, SAPO e gabinete do Sr. Primeiro-Ministro:
Não obtive respostas directas. No entanto, tanto SAPO como organização se pronunciaram parcialmente sobre as questões colocadas em declarações públicas.
Face à informação reunida, e fazendo fé nas declarações dos diferentes intervenientes no processo, a conclusão que se pode tirar é que tudo estava a correr bem até que uma falha técnica ocorreu precisamente no momento em que José Sócrates entrou na sala onde iria decorrer a #blogconf. Falha técnica imputada pela organização a uma empresa contratada pelo PS. Empresa cujo nome não foi evocado e que não fez até agora declarações públicas sobre o sucedido. Não terá passado tudo de um grande azar, portanto. Um grandessíssimo azar.
Adenda: o vídeo integral da #blogconf está aqui.
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Decorreu hoje a #BlogConf, conferência em que o Primeiro-Ministro foi interrogado por 20 bloggers da nossa praça, entre os quais Rodrigo Moita de Deus em nome do 31 da Armada. No site oficial da conferência encontra-se a seguinte informação:
A BlogConf terá transmissão web aberta, graças ao SAPO.pt
A transmissão, no entanto, foi interrompida pouco depois do seu início. Eis como António Costa Amaral, um dos bloggers que assistia à distância, relata o sucedido:
17:40 - nem imagens nem som - "Por motivos técnicos interrompemos a transmissão."
17:38 - afinal agora há imagens, o Sócrates entra no recinto
17:33 - chego atrasado ao computador. riscas coloridas. terei isto mal configurado?
A mira técnica usada para substituir a transmissão ao vivo pode ser vista aqui. Durante várias horas, não se falava de outra coisa no twitter (atenção: linguagem em uso figurativo). Algumas explicações dos organizadores:
Carlos Zorrinho: Lamento não estar a ser possível a transmissão "webcast" mas quem faz disso a questão central está afectado de "deslumbramento" tecnológico!
Paulo Querido: eu não sei ainda o que falhou, mas assim que souber, explicarei sucedido,. na medida do que for possível
Note-se que Carlos Zorrinho é o coordenador nacional do Plano Tecnológico, que todos os possíveis de Jorge Seguro não chegaram para restabelecer a transmissão em directo, e que ainda esperamos as explicações possíveis de Paulo Querido.
Entretanto, confrontada com a questão, Maria João Nogueira, responsável do SAPO, afirmou o seguinte: Se há coisa que eu não digo (por não ser verdade) é que o #fail tenha sido nosso. Do nosso lado estava tudo ok e a postos. Também Rui Grilo, dado como co-organizador do evento por Jorge Seguro, asseverou: A @jonasnuts e o @sapo não tiveram culpa nenhuma na falha de transmissão da #BlogConf.
Recapitulemos agora o que está factualmente estabelecido:
O que se sabe sobre este caso leva a colocar as seguintes questões:
Estas questões merecem uma resposta de todos os envolvidos: organizadores, SAPO, e naturalmente do gabinete do Sr. Primeiro-Ministro.
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À primeira vista, a união de Costa e Roseta é um bom negócio para o eleitor de esquerda: uma espécie de vote num, leve dois.
Mas será mesmo assim? É que esta tarde, Helena Roseta afirmou que "se António Costa sair da Câmara eu garanto que ele será substituído por uma pessoa do PS". E confrontada com a impossibilidade de o fazer sem sair da Câmara, a sua candidatura respondeu que "Nesse caso Helena Roseta suspenderia o mandato."
O que significa que, se Costa sair - por exemplo para substituir Sócrates na liderança do PS - Roseta sai com ele. Isto não é vote num, leve dois. Isto é vote em dois, e fique sem nenhum.
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Hoje é sexta-feira: dia de #followfriday. Há apenas dois meses, logo à uma da manhã a minha timeline estaria inundada de tweets marcados com o #hashtag mais famoso do universo – se descontarmos o nosso #deb15. Mas agora o arranque é mais preguiçoso, e já não se chega à exuberância de outros tempos. O que levou o @JGAndre a concluir que o #followfriday está em crise. It’s sooooo 1st semester, digo eu.
O que terá contribuído para a decadência – pelo menos entre nós , portugueses – deste simpático ritual de referenciação? Desde logo, o seu próprio sucesso. O que é de mais acaba por cansar. Mas também o facto de a sua estrutura de incentivos potenciar um uso saturante do instrumento. Explico-me: supostamente, o #followfriday destina-se a indicar pessoas interessantes de seguir a terceiros. Isto é, trata-se de uma forma de alguém acrescentar valor à rede dos seus seguidores, indicando-lhes novas pessoas a seguir. Essa é a lógica global do conceito.
A lógica individual, no entanto, é outra. O tuiteiro, como qualquer ser humano, pretende antes de mais maximizar a sua utilidade. Como se faz isso no twitter? Dando à comunidade, para receber dela. Só que a comunidade não é propriamente uma multidão atomizada para a maior parte de nós: trata-se de um conjunto relativamente estável de pessoas com quem vamos estabelecendo relações. É aí que começam a entrar em jogo factores que viciam o #followfriday.
Um deles é o seu carácter repetitivo. Se a comunidade de um determinado twitter é relativamente estável – digamos que passa de 260 para 267 seguidores numa semana – é pouco provável que ele tenha muitos novos #followfridays a dar. No entanto, não deixa de os dar. Porquê? Porque aí entra o segundo factor: a personalização das relações. Se tal pessoa me deu um #followfriday, poderei deixar de lho retribuir? E por aí adiante.
Entra-se portanto num mecanismo de inflação dos #followfridays, em que todos os participantes vão aumentando o número de pessoas que referenciam para não assumirem os custos de ferir esta ou aquela susceptibilidade. Claro que assumem o custo de saturar toda a sua comunidade, mas esse é um custo mais difuso, menos identificável a princípio.
Nos #followfridays como na moeda, a inflação desvaloriza a divisa. Bem me lembro da emoção que foi quando se fez o primeiro ranking de #followfridays, neste mesmo blog. Hoje em dia, who cares? Por isso mesmo, estamos a chegar à fase do #followcrunch, em que muitas pessoas pura e simplesmente deixaram de participar no jogo: não fazendo #followfridays, evita-se o custo de excluir alguém, e também o de saturar a comunidade, o que compensa face ao rendimento decrescente da participação.
Há futuro para o #followfriday, ou irá este morrer após alguns meses de dominação twundial? Veremos se as tentativas de tornar o #followfriday mais qualificado, selectivo e fundamentado vingarão. Mas a vingar, terão sempre uma expressão muito menor que a do #followfriday maciço dos tempos áureos. É que dão trabalho, e isso é uma coisa de que os bons tuiteiros não gostam muito…
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