Há coisas que nunca mudam. Uma delas é o iberismo espanhol. Bem vistas as coisas, não lhes podemos levar a mal. Mas não temos que ir na cantiga.
Façam um dia a experiência de convidar um espanhol, culto, pacífico, amigo do seu amigo - um daqueles mesmo impecáveis - para jantar. Caprichem o repasto: de entrada, umas tapinhas de alheira, uns pezinhos de coentrada, uns peixinhos da horta. A acompanhar com um Alvarinho, por exemplo.
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Acabo de regressar à vida civil.
4 de Outubro de 2009 | PSD
Ainda sobre a vida interna do PSD na página 10 do Expresso, há uma passagem que merece ser relevada:
O resultado do PSD em Lisboa não é dispiciendo (sic). O partido sabe que terá a maioria das câmaras e que cantará vitória. Mas se Santana perder na capital (tendo sido uma escolha da líder contra a vontade de muitos), Manuela dá trunfos aos adversários. Se ganhar, aviva a segunda vitória nas três eleições que teve de gerir num ano.
Curioso raciocínio. Se os militantes de Lisboa dessem crédito à tese, temeria pela campanha de Santana Lopes.
Nunca ninguém fica inteiramente satisfeito com o resultado de uma negociação a 27: não é preciso ser-se um génio para se perceber isso. Para que se possa chegar a um acordo da complexidade de um Tratado Europeu, os responsáveis políticos de cada país devem ponderar os prós e os contras não apenas do conteúdo acordado, mas também da participação do país no próprio acordo.
Quando chamados a ratificar estes acordos, cabe aos cidadãos corresponder ao apelo agindo como responsáveis políticos que são. Em Junho do ano passado, os cidadãos irlandeses deram-se ao luxo de votar considerando apenas as suas opiniões pessoais sobre o Tratado. Entretanto acordaram para a vida.